REORGANIZAÇÃO MECÂNICA CORPORAL GLOBAL.

O que criamos? Para onde fomos?

Usamos tanto no lado conservador como o plano cirúrgico da ortopedia e rotulamos o programa de REORGANIZAÇÃO MECÂNICA CORPORAL GLOBAL.

Não usamos sigla, o método não foi criado para fins mercantilistas, mas para recriar ideias.

Por que o nome Reorganização Mecânica Corporal Global?

O programa nasceu a partir de um método razoável tecnicamente e de uma ideia brilhante, o RPG (Reeducação Postural Global), criação de Philippe Souchard, fisioterapeuta francês.

A nosso ver, não existe reeducação postural, existe, sim, correção corporal.

A referência do RPG (coluna) não permite que se corrijam “deformidades” funcionais definitivamente, pois não existem referências corporais para tal.

No entanto, a pélvis permite! Solte tudo à sua volta, e todas as cadeias musculares estarão disponíveis, já totalmente instaladas, permitindo que se corrija da cabeça aos pés, sagitalmente.

Mas não adianta somente “soltar” ou “desmanchar” a pélvis. Cabe-nos reconstruir nosso corpo, com novos alinhamentos, sem básculas, com a pélvis neutra em perfil, com flexibilidade em anti e retroversão pélvica, com novos comprimentos musculares, não somente alongamentos. Alongamentos são importantes, mas quando se vai até a fase de microrrupturas. Quando a isso chegarmos globalmente, criamos fibras de construção lenta, fato não mensurável globalmente. Somente com biópsia musculares chegaríamos á isso!

Aplicamos, portanto, exercícios isométricos de resistência globais. Assim, temos um processo de reorganização total mecanicista, globalista, simétrico, sinérgico de cadeias musculares, abrangente e controlável, com a mesma linha de raciocínio, do início ao fim.

PROTOCOLOS  GENÉTICA
GENÉTICA  BIOMORFOLOGIA… ÚNICA, INDIVIDUAL.

Assim:

NOSSA VERIFICAÇÃO: BIOMORFOLÓGICA SEMELHANTE  DIAGNÓSTICOS REPETITIVOS E SEMELHANTES.
DIAGNÓSTICOS REPETITIVOS
SUBDIAGNÓSTICOS
FALTA DE DIAGNÓSTICO PROTOCOLAR

PROTOCOLO DIAGNÓSTICO ORTOPÉDICO

1. DOENÇAS METABÓLICAS OU SISTÊMICAS
2. ALTERAÇÕES MECÂNICAS ESTRUTURAIS (FOCAIS E GLOBAIS)
3. ALTERAÇÕES MECÂNICAS POSTURAIS E/OU FUNCIONAIS

Sempre, em qualquer um, ou em todos os itens citados o fato genético biomorfológico aparece relacionado com incrementações e hábitos de vida.

Com a referência pélvica, dentro de um substrato esquelético único e individual ocorrem exacerbações que levam a caracterizações morfológicas de ante ou retroversão pélvica, fixas ou não, mais ou menos exacerbadas.

Com repercussões em todos os segmentos músculos-esqueléticos pela ação sinérgica de cadeias inteiras musculares.

As sobrecargas mecânicas dessas cadeias anárquicas são etiopaticamente causadoras de afecções, às vezes agudas, e normalmente crônicas, que vão se acentuando gradualmente com o decorrer do tempo, pela não correção etiopatogênica.

Porque surgem afecções subitamente Lesões crônicas que eram assintomáticas?

A nível pélvico.

Usamos a pélvis como referência nominal:
AM  Prevalência de cadeias musculares anteriores
PM Prevalência de cadeias musculares posteriores.

Essa prevalência se refere às fibras de sustentação aeróbicas, definitivas, prevalentes em relação às antagônicas, insuficientes.

Vide trabalho conceitual: Revista Prática Hospitalar. (clique aqui)

PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO

- DESCONSTRUÇÃO
- RECONSTRUÇÃO

- DESCONSTRUÇÃO
1. Princípio básico: contração pélvica.
2. Ortostase, de preferência simétrica nos hemicorpos.
3. Deitado. Sentado.
4. Cadeias musculares.
5. Tornar cadeias concêntricas em excêntricas.
6. Padronizamos sessões para facilitação.
7. Atingir parâmetros semiológicos: cadeias anteriores e cadeias posteriores.
8. Paciente assintomático nessa situação funcional.
9. Pélvis neutra
10. Pélvis flexível em ante e retroversão.
11. Não haverá básculas. ( Decúbito dorsal e ventral.)

Avaliação ortopédica mensal ou bimestral. Paciente apto para início da reconstrução.

IMPORTANTE!

Não existem conceitos ou métodos mundiais, após exaustiva pesquisa bibliográfica, que permita qualquer desconstrução esquelética de forma sinérgica, se não houver um centro corporal de referência.

Não existem métodos de reabilitação que sigam linhas conceituais unicamente ortopédicas, do início ao fim da reabilitação. O que temos hoje são entidades totalmente isoladas: ortopedia versus reabilitação.

A desconstrução, obrigatoriamente, tem de levar o paciente à sua genética, à sua funcionalidade original. Biomorfológica.

Que se fixe, a partir desses parâmetros, o “novo indivíduo”, que mesmo “velho” foi refortalecido em novos posicionamentos funcionais.

Essas modificações, é importante deixar claro, modificam distribuições de carga, centros de gravidade, vide sua importância nas osteo artroses, na sua prevenção e não evolução. Degenerativa á meu ver, quando não sistêmica, será sempre mecânica.

A manutenção dos desalinhamentos é o convite às próteses e cirurgias radicais. A mudança forçada da genética de uma característica racial é um convite às lesões. As atividades físicas têm feito isso de forma absurda, enquanto a mídia e nós, médicos, temos incitado a todos a mergulharem nas lesões. Façam atividades físicas, dizemos sempre! Mas, de forma dispersa, e não técnica.

Nosso trabalho é realizado duas vezes por semana, com sessões de uma hora de duração.

O início é feito sempre com analgesia curta e, então, parte-se diretamente para a etiopatogenia do quadro apresentado.

Esse trabalho que há anos demorava de oito a nove meses foi bastante diminuído, evidentemente, levando-se em consideração as características pessoais e individuais de cada paciente.

A regressão de sintomas, não importa a afecção, hoje em dia, gira em torno de três a quatro semanas, mesmo em quadros severos. Isso não implica no término do trabalho desconstrutivo. Pelo contrário, é seu início!

Usamos, com frequência, infiltrações não curativas, mas de analgesia de pontos insercionais, muito mais nas lesões de encurtamento de cadeias. Tais procedimentos, com frequência são fundamentais na cessação abrupto da queixa clínica e em ganhos de amplitude angulares, iniciamos imediatamente.

Atualmente, após a consolidação de todo o conceito e da nossa metodologia, cumpre ressaltar a importância de treinamento de equipe que não podemos relatar como multidisciplinar.

A função do ortopedista dentro da visão proposta é fundamental. Os fisioterapeutas, necessariamente, devem ter formação em cadeias musculares (RPG, Pilates etc.).

Fazemos treinamento com nossa equipe por aproximadamente um mês, antes de iniciar contato com o paciente.

Toda a metodologia fisioterápica contou com a inconteste colaboração de várias equipes de fisioterapeutas que passaram pela nossa clínica e incorporaram conhecimentos específicos à metodologia que vinha sendo implementada.

Hoje temos um projeto consolidado, desenvolvido juntamente com a livre e criativa iniciativa dos profissionais que atuaram no projeto. Todas as fisioterapeutas.

Sem elas, nada disso é viável!

Existem parâmetros de todo este processo, onde busca-se:

Na Pélvis

– Flexibilidade clínica com neutralidade da mesma, em ante e retroversão, sem básculas látero-rotacionais

Nas Cadeias Anteriores

cadeias_anteriores

– Extensão de Punhos: 80º à 90º em ortostase e contração pélvica
– Ângulo Coxo-Femural: 90º em ortostase e contração pélvica
– Extensão de Panturrilhas: 20º à 30º em ortostase e contração pélvica

Tudo o que se fizer, daqui para frente, em qualquer atividade, tais medidas, deverão ser mantidas, caso contrário, voltaremos à exacerbação da biomorfologia e regressão funcional.

A priori, o paciente, encontra-se pronto a desenvolver qualquer atividade, COM ACOMPANHAMENTO, porém, é protocolar que se reconstrua o mesmo, com novos “comprimentos” musculares, novo alinhamento esquelético, nova distribuição de carga, novo centro gravitacional e novo uso corporal.

Qualquer atividade ISOTÔNICA, que leve à reorganização das antigas cadeias agônicas, sem reconstrução das antagônicas, é voltar ao disfuncional e anômalo.

É fundamental que nos atenhamos ao EQUILÍBRIO SAGITAL e ao respeito individual BIOMORFOLÓGICO… GENÉTICO.

am_pm 3
IMAGINAM OS SENHORES QUE PACIENTES COM MORFOLOGIA SEMELHANTE AOS AM (IMAGINEM OS ORIENTAIS)

APRESENTARIAM LESÕES SEMELHANTES AOS PM (IMAGINEM OS AFRO DESCENDENTES)

COM CERTEZA AS LESÕES DIVERGEM RADICALMENTE!!!


– RECONSTRUÇÃO

O que seria? Dissemos:

– Não privilegie cadeias agônicas, tudo volta a ser como antes.
– Cuide das cadeias antagônicas.

O desuso, a inativação ou inexistência destas, é de impossível verificação tecnologicamente. Os gráficos feitos hoje medem Musculatura Superficial (fibras de contração rápida).

O que temos que reconstruir, são cadeias de fibras de contração lenta (sustentação, aeróbias, contração lenta), as quais seriam mensuráveis, somente com biópsias repetidas, inviável clínica e socialmente. Portanto, nos sobra, a Clínica e a Radiologia. E, a mensuração da musculatura e forço global, de segmento, sem distinção de tipo de fibras musculares.

Difícil foi este aprendizado, e sem nos alongarmos, observamos:
– Cadeias realinhadas
– Ângulos conseguidos
– Paciente assintomático
– Pélvis neutra, em repouso e ortostase, com capacidade de anti ou retroversão.

A contração:

Cabe-nos, “tentar” transformar, ativar ou “criar” fibras de cadeias antagônicas insuficientes, com poucas fibras de contração lenta, em cadeias igualitárias e equilibradas com as antigas AGÔNICAS.

TUDO É GLOBALISTA.
Tudo tem que ter a mesma referência pélvica, tudo deve estar alinhado.

TÉCNICAS

Podem ser executadas de 3 formas:

Ortostase (de preferência) / Deitado / Sentado

E deve-se:
– usar a contração pélvica
– respeitar a biomorfologia
– usar exercícios globalistas, mecanicistas, com simetricidade corporal e que sejam somente, ISOMÉTRICOS. Por quê?? O quê são??

São exercícios que vão contra o fechamento de cadeias. São de resistência e de tônus.
“TRANSFORMADORES” ou Ativadores de Fibras musculares de contração lenta, inativados ou, viáveis de se “transformarem”, em fibras aeróbicas, por treinamento persistente destas cadeias.

Metodologia desenvolvida gradualmente, com exercícios reflexivos, porém técnicos mensuráveis pela clínica do paciente, onde observa-se: o ganho de tônus e ganho de forca.

Nunca se deve permitir, na RECONSTRUCÄO, o retorno semiológico anterior à DESCONTRUCÄO.

Se descuidados, nota-se um retorno às exacerbações, e em alguns pacientes, quadros de recididas de sintomas. É necessário, treinamento e observação médica.

Nós trabalhamos 2x s/semana

Sessões de 50’

É imperioso o paciente realizar diariamente sob supervisão fisioterápica e o tempo do tratamento é individual, por todos os fatores, mas principalmente, pela característica dos hábitos de vida, biomorfologia genética de cada um.

Orientados, fica á cargo do paciente, a intensificação e a frequência desta atividade, já que trata-se de “ treinamento” muscular.

Até o suportável, e ausência de sintomas.

Somos mais flexíveis com os idosos, aonde muitos nunca saem da DESCONSTRUCÄO.

Isto não nos inibe, com critérios rígidos à introdução de exercícios reconstrutivos sob supervisão e de forma permanente e gradual. Preconizamos 4 alongamentos x 1 isométrico no inicio da reconstrução “antecipada”.

Findando:
Todo o processo, além de curativo, quando temos pacientes ou não alinhados sagital e funcionalmente, temos todo substrato preventivo e preparatório para a ausência de lesões.

Inicia-se à meu ver, um novo ciclo da vida, sem qualquer discordância conceitual, porém, para que os conceitos sejam mantidos, e não aniquilados por atividades mal dirigidas e mal indicadas, temos que ter absoluto controle do que esta sendo realizado externamente ao tratamento.

A atividade física fruto de exercícios isotônicos ou mesmo isocinéticos, não podem destruir esse equilíbrio conquistado.

Pense como indicador:
1- Na biomorfologia do paciente
2- No tipo de atividade que inadequadas, se tornam encurtantes e hipertrofiantes de grupos musculares, já prevalentes.

• Busca-se o FUNCIONAL, não o plástico ou estético mas, pode-se acoplar os dois parâmetros , com um profissional orientado , sem modismos, com capacitação técnica, MULTIDISCIPLINAR.

O grande problema enfrentado, creio, é a informação segmentar vivida. Métodos, quando mal aplicados, são prejudiciais ou inefetivos. O CONCEITO deste método, é de CADEIAS MUSCULARES.


Clique aqui e vide artigo – Revista Prática Hospitalar