A DESCONSTRUÇÃO CORPORAL, COMO FAZER?

Conceitos

Vivemos a Ortopedia há mais de 40 anos.

Tudo o que buscávamos era a recomposição anatômica, conservadora e cirurgicamente.

O alinhamento buscado, ao nível cirúrgico, foi-se aperfeiçoando com os anos, com novos materiais, técnicas, abordagens e evolução excepcionais.

As imagens de modo global, com adventos como a Ressonância magnética, Tomografia, computadorizada, ultrassonografias, nos tirou das ‘’trevas’’, para vermos articulações e partes moles. Cirurgicamente, o mundo

Ortopédico, literalmente ‘’explodiu’’.

Mas, o que vemos em nossos consultórios são pacientes que nada tem de cirúrgico ou estão em limiares destes

TRATAMENTO CONSERVADOR

O QUE FAZER? Vive-se a mesmice.

Troca-se medicamentos, formulas, médicos, métodos, fisioterapeutas e outros fatores.

Nada de novo.

Analgesia, fortalecimento?

Ao nosso ver são paliativos de tratamentos sintomáticos, com recidivas esperadas.

PRESUNÇOSAMENTE CRIAMOS FATORES NOVOS

COM SUBSÍDIOS DE OUTRAS TEORIAS

Criamos uma nova forma de ‘’enxergar’’ as lesões advindas de um olhar primário: a globalidade corporal

Interpretá-las e tratá-las na sua causa,

Isto deveu-se à uma nova fisioterapia. Nos deram subsídios.

Fruto de observação clínica, cansativa, rigorosa, ampla, tentando simplesmente retornar a nossa anatomia

primária global, mecânica funcional!

ALINHAMENTO ESQUELÉTICO E FLEXIBILIZAÇÃO!

Para sermos acadêmicos, criamos protocolos Ortopédicos e consequentemente de reabilitação, por absoluta coerência e necessidade.

Vamos falar da última.

Pergunta que se imporia:

Você construiria sobre algo que estivesse desalinhado?

Com certeza… não!

No evoluir conceptivo, foi o que pensamos.

Era viável?

Diante de desalinhamentos.

Não estruturais… Era viável à determinados patamares, faixas etárias, tipos de deformidades.

Primordial seria estabelecermos conceitos que tornasse isso viável.

CENTRO DE REFERENCIA CORPORAL!

Como ganharmos alinhamento esquelético, sem referência fixa?

A coluna vertebral não se presta a isto.

A Pélvis contraída nos leva a isto!

É o único centro de referência corporal, quando fixado, ao qual estão ligadas todas as estruturas proximais e distais, que nos leva aos realinhamentos

Quando a estabilizamos (contração) à tornamos referência de transformar cadeias musculares fechadas, com referências do próprio esqueleto, em cadeias abertas, com mobilização esquelética até aonde viável, acompanhado de ligamentos, tendões, musculaturas, fáscias.

Verificando os alongamentos musculares que nos dão referência a tudo isso, constatou-se que não poderíamos nos ater à fase plástica dos mesmos. (18’’ a 20’’)

Não haveria correção esquelética concomitante!

A fase de micro-ruturas deve ser estendida a 30’’

Mas esquecemos o referencial?

O ESQUELETO.

Ele deve ser modificado!

A orientação anômala pélvica, em ante ou retroversão é o fator primordial a ser desfeito (vide referência pélvica)

A eliminação de irradiação mecânica pela rigidez pélvica, para tronco, MMSS e IIS

Com o esqueleto devidamente reequilibrado por correções pontuais, nos permitirá a ‘’destruição’’ de cadeias musculares e outras estruturas, com prevalência lógica de fibras de contração lenta em cadeias encurtadas, assim como as demais estruturas ligamentares, tendíneas e esqueléticas.

O alinhamento viável, como distribuição mecânica de cargas, mudanças de centro gravitacional, nos leva ou à estabilização de lesões osteo-degenerativas já instaladas ou a regressão sintomatológica pela falta de solicitação mecânica anormal. Tais correções implicam em correções globais em todos segmentos esqueléticos.

A mobilização da pélvis nos permite, descompressões em lesões da coluna (como exemplo) pelo retorno das estruturas a sua configuração anterior, sem compressões radiculares.

Eliminam-se forças de cizalhamento.

BUSCA-SE O EQUILÍBRIO SAGITAL

EM TODOS COMPARTILHAMENTOS CORPORAIS

É INVIÁVEL O EQUILÍBRIO SAGITAL SEM ALINHAMENTO PÉLVICO EM:

NEUTRALIDADE

FLEXIBILIDADE

descontrucao-corporal 1

Com a manutenção anômala da pélvis, seria viável ganharmos comprimento e não só alongamento plástico muscular?

Cremos que não.

Se verificarmos biomecanicamente as figuras, seria viável descomprometermos tendões anteriores na cintura escapular estando os membros superiores em rotação interna, e rigidez estrutural cifótica?

descontrucao-corporal 2

E valeria a pena reconstruirmos cirurgicamente os tendões posteriores (supra e infra-espinhal) em desalinhamento cifótico? Haverá recidivas!

Valeria a pena artrodesarmos segmentos da coluna (salvo exceções) com um paciente em hiperlordose, com forças cizalhantes lombares, e mantermos o anômalo?

descontrucao-corporal 3

Condropatias patelares com ou sem desalinhamentos em anteversão pélvica, encurtamentos quadricipitais seriam ‘’esvaziadas’’ mecanicamente, com alongamentos ou pior, com fortalecimento destas estruturas?

As síndromes de tibiais, do tarso, calcâneos, exceto os primários, varo ou valgo, os ante-pés supinados ou pronados, não primários, teriam explicações etio-patogênicas, que não biomecânica?

Perguntas a serem respondidas!

Ou se enxerga o todo, ou veremos qualquer lesão inadequadamente. E a chave disto voltamos a frisar é a:

INCLINAÇÃO PÉLVICA
NEUTRA
FLEXÍVEL

E nos surpreendemos, conceitualmente pois tal objetivo é VIÁVEL!

Obedecendo novos conceitos e metodologias

Não se iniciam protocolos com conceitos determinados e termina-se com outros

Ao nosso ver é a grande dicotomia entre o conceito:

ORTOPéDICO-FISIÁTRICO E FISIOTERÁPICO

Não existe UNIVERSALMENTE, protocolos completos conceituais nestas duas áreas tão importantes da atuação medica, que se completem nas teóricas fases de tratamento

TUDO É METODOLÓGICO, NUNCA CONCEITUAL!

O paciente ortopédico é omitido, e se torna fisiátrico e fisioterápico

Não seguem os mesmos rumos

Não se completam

Portanto os objetivos seriam os mesmos, os resultamos, nunca, a não ser em afecções triviais e agudas, ou eventualmente pós-operatorias de traumas

Em afecções crônicas, quase nunca, visto a peregrinação de pacientes em consultórios sem resultados efetivos.

Partiu-se de ideias alheias (RPG, GDS E OUTROS)

Modificou-se o conceito de cadeias musculares, em biomecânicas, simetria, sinergia.

MUDOU-SE A REFERÊNCIA DE COLUNA VERTEBRAL PARA PÉLVIS

Verificou-se que com o centro corporal fixado, era viável realizar os alongamentos de partes moles, e, com critérios também da estrutura esquelética, até onde possível, buscando realinhamento e funcionalidade segmentar e global

Com o auxílio de fisioterapeutas ‘’CADEÍSTAS’’ criamos gradativamente novos alongamentos posturo-corporais obedecendo novas normas e conceitos

METODOLOGIA

A) FIXAÇÃO DE PÉLVIS (Ortóstase, decúbitos dorsal, ventral e laterais, sentado).
B) SINERGIA de todas cadeias musculares, dentro do possível.
C) SIMETRIA, pós correção de dismetrias.
D) ALONGAMENTOS posturo-corporais até a fase de micro-ruturas (30’’).
E) VERIFICAÇÃO RIGOROSAS das manobras semiológicas iniciais ao tratamento, até alcançarmos os ângulos desejados (ACF, PUNHOS, TORNOZELOS, além de outros).
F) ELIMINAÇÃO inicial dos ‘’PONTOS GATILHO’’ tendíneos, insercionais, com ANALGESIA (infiltrações locais intra ou extra-articulares).
G) DISTANCIAMENTO METODOLÓGICO de toda prática que não se coadunasse aos nossos conceitos.
H) UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DE CONCEITOS, interpretações de afecções, e uso protocolar e obrigatório de metodologia criada.

ALGUNS ALONGAMENTOS SEMPRE EM CONTRAÇÃO PÉLVICA

RESUMINDO:

A) PROTOCOLO ORTOPÉDICO RÍGIDO

B) PROTOCOLO DE EXAMES (SISTÊMICOS, REGIONAIS COM IMAGENS GLOBAIS EXTRUTURAIS, UTILIZANDO-SE IMAGEM RADIOLÓGICA, ABRANGENDO:
COLUNA E BACIA F+P
COM E SEM CONTRAÇÃO PÉLVICA F+P
ESCANOMETRIA (CORREÇÃO DE DISMETRIA)

C) PROTOCOLOS DE REABILITAÇÃO

DESCONSTRUÇÃO

                                  NUNCA CONCOMITANTES

RECONSTRUÇÃO

MESMOS CONCEITOS DIAGNÓSTICOS
MESMOS CONCEITOS TERAPÊUTICOS

D) INTERPRETAÇÃO ETIO-PATOGÊNICA DA AFECÇÃO, COM TODOS OS SUBSÍDIOS CLINICOS E IMAGEOLÓGICOS A MÃO.

TODAS AS SESSÕES FORAM PADRONIZADAS PARA FINS DIDÁTICOS E TREINAMENTO.

PRIVILEGIA-SE AO INICIO DA SESSÃO, ANALGESIA PADRÃO FISIOTERÁPICA, EM TEMPO EXÍGUO.


FUNDAMENTAL

A) EQUIPE DE REABILITAÇÃO ‘’CADEÍSTA’’

B) TREINAMENTO METODOLÓGICO COM ENTENDIMENTO DA EQUIPE DOS PRINCÍPIOS CONCEITUAIS.

C) ENTENDIMENTO DA REABILITADORA DA ETIO-PATOGENIA DA LESÃO ESPECÍFICA E A GLOBALIDADE DESTA ETIO-PATOGENIA.

D) ENTENDIMENTO ADEQUADO DA AFECÇÃO ORTOPÉDICA A SER TRATADA. SEU CONHECIMENTO CIENTIFICO E PATOLÓGICO.

E) CABE AO ORTOPEDISTA OU FISIATRA, A TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO MÉDICO AMPLO PARA QUE NÃO NOS ATENHAMOS A METODOLOIA E A CURSOS DE PÓS FORMAÇÃO FISIOTERAPICA, QUE TORNOU-SE A ROTINA DO MOMENTO ATUAL.

F) ADERÊNCIA AO TRATAMENTO. DEVE SER COBRADA,
CASO CONTRÁRIO, NÃO INICIE.

G) ATIVIDADE DIÁRIA (DOMICILIAR OU EM CENTRO DE TREINAMENTO FÍSICO), NÃO PODEM COLIDIR OU ADENTRAR Á CONTRADIÇÕES CONCEITUAIS.

H) ATIVIDADE FÍSICA É SUPRIMIDA INICIALMENTE, POIS COMO SEMPRE ESTAMOS DIANTE DE QUADROS ÁLGICOS .

I) O RETORNO ÀS ATIVIDADES É PERMEADA PELA REGRESSÃO PARCIAL DA SINTOMATOLOGIA (MÉDIA DE 3 SEMANAS).
DEVE TER REFERÊNCIAS DE FISIOLOGIA MUSCULAR.
A MARCHA É A ATIVIDADE MAIS SIMPLISTA E COM MENOR SOLICITAÇÃO CORPORAL.
É COM ELA QUE DEVEMOS INICIAR AS ATIVIDADES FÍSICAS.

TRATAMENTO DA DOR

Miorelaxantes + AINH por 4-5 dias

Infiltrações intra ou extra-articulares (não necessariamente sobre a lesão especifica)

As infiltrações intra-articulares, promovem melhoras mais rápidas e amplas

As infiltrações sacras (corticóides + lidocaína) em pontos insercionais, são as mais utilizadas, e mostraram a dissociação dos ‘’rótulos’’ diagnosticados como hérnias, protrusões discais, de uma simples sacralgia entesopática.

Tais procedimentos se tornam quase que resolutivos no diagnóstico diferencial.

A remissão álgica é quase imediata e acompanham alongamentos com fixação pélvica, imediatos, de descomprometimentos dos pontos-gatilho.

Realizamos os mesmos procedimentos em outras articulações (Ombros, joelhos, cotovelos, mais usualmente).

Contra indicações em pacientes:

  • Diabéticos (Insulino-dependentes)
  • Hipertensos graves
  • Cardiopatas

Imperioso ressaltar a estreita colaboração das várias equipes de fisioterapeutas que contribuíram de forma relevante na elaboração da metodologia e de cada alongamento idealizado.

O término do período DESCONSTRUTIVO é avaliado no ganho de amplitude das referências angulares semiológicas já citadas na flexibilização corporal, sentida claramente ao exame clínico (a cintura escapular é uma importante referência na avaliação clínica desses ganhos).

A mobilidade PÉLVICA em perfil deve ser comumente avaliada em sua evolução terapêutica.

Iniciamos principalmente em pacientes idosos cuja desconstrução total é mais dificultosa, assim como em pacientes esportistas habituais, com musculatura aeróbia já existente, porem má distribuída, exercícios de RECONSTRUÇÃO, isométricos globalistas, em proporção progressiva de 4 alongamentos para 1 Isométrico, com incremento progressivo desses últimos.

O paciente encontra-se apto à:

RECONSTRUÇÃO com:

NEUTRALIDADE PÉLVICA

FLEXIBILIDADE PÉLVICA EM ANTE E RETROVERSÃO

ÂNGULOS SEMIOLÓGICOS OBTIDOS

DISPONIBILIDADE DE ALINHAMENTO CORPORAL PARA RECONSTRUÇÃO HOMOGÊNEA GLOBALISTA


E, CONCLUINDO:

OS ÂNGULOS ESQUELÉTICOS ALTERADOS MUDAM COM A NEUTRALIDADE DA PÉLVIS.

MÚSCULOS GANHAM ALONGAMENTOS E ENCURTAMENTOS ADEQUADOS!

FORÇAS MECÂNICAS PASSAM A ATUAR FUNCIONALMENTE SEM LESÕES!


ESTES SÃO OS OBJETIVOS FUNCIONAIS BUSCADOS NA DESCONSTRUÇÃO:

Somente um exemplo:

Paciente do sexo feminino
Idade: 36 anos
QD Dor lombo-sacra há 1 ano, com irradiação e parestesia em membro inferior direito.

Exame clínico resumido:
Lordose com rigidez pélvica
ACF 130º
Extensão de punhos  45º
Flexão de tornozelos 10º

Exame radiológico
Coluna sem desvios, sem contração pélvica
Sem báscula pélvica
Escoliose lombar com báscula látero-rotacional com contração pélvica.

                  Extensão de punhos  90º Membro superior em posicionamento frontal.

Extensão de punhos -> 90º
Membro superior em posicionamento frontal.

Extensão de punhos -> 90º  Membro superior em rotação externa

Extensão de punhos -> 90º
Membro superior em rotação externa

Anteversão pélvica (Lordose) Sem contração pélvica

Anteversão pélvica (Lordose)
Sem contração pélvica

Neutralidade pélvica Em contração

Neutralidade pélvica
Em contração

ACF -> 90º Em contração pélvica

ACF -> 90º
Em contração pélvica

Neutralidade de tornozelo Em contração pélvica

Neutralidade de tornozelo
Em contração pélvica

Flexão de tornozelos -> 20º Em contração pélvica

Flexão de tornozelos -> 20º
Em contração pélvica

Flexão de punhos -> 80º Pélvis neutra Cadeias dorso-braquiais alinhadas

Flexão de punhos -> 80º
Pélvis neutra
Cadeias dorso-braquiais alinhadas

INICIA-SE A RECONSTRUÇÃO CORPORAL


BODY DECONSTRUCTION

Concepts

We’ve been living Orthopedics for over 40 years.

All we’ve ever sought was anatomical recomposition, conservatively and surgically.

The alignment sought, in terms of surgery, perfected over the years, with exceptional new materials, techniques, approaches and evolution.

Overall, with advances in imaging technologies, e.g. MRI, CT scan, ultrasound, we were pulled out of the dark to see joints and soft tissue. Surgically, the world of Orthopedics literally ‘’boomed’’.

But what we see at out clinics are patients who have no surgical needs or are about to need it.

 

CONSERVATIVE TREATMENT

WHAT TO DO? Therefore, the cycle repeats itself.

Changes of medications, formulas, doctors, methods, physiotherapists and other factors.

Nothing new.

Pain killers, strengthening?

In our view these are palliative symptomatic treatments, with expected relapse.

WE PRESUMPTUOUSLY CREATE NEW FACTORS

WITH SUBSIDIES FROM OTHER THEORIES

We create a new way of ‘seeing’ injuries from a primary perspective: the globality of the body.

Interpreting and treating them in their cause,

This is due to a new physiotherapy. They gave us subsidies.

A result of clinical, tiring, thorough, extensive observation, trying to simply recover our global, functional mechanic primary anatomy!

 

SKELETAL ALIGNMENT AND FLEXIBILITY!

To be academics, we create Orthopedic and consequently rehabilitation protocols by absolute coherence and necessity.

Let’s talk about the latter.

The main question:

Would you build over something that was misaligned?

Certainly… not!

In the conceptual evolution, this is what we thought.

Was it feasible?

When faced with misalignments.

Nonstructural… It was feasible up to certain levels, age ranges, types of deformities.

It would be primordial for us to establish concepts that made this feasible.

 

CENTER OF REFERENCE OF THE BODY!

How can we achieve skeletal alignment without a fixed reference?

The spine is not meant for it.

The contracted Pelvis allows us to achieve it!

It is the only center of reference of the body, when in place, to which all proximal and distal structures are connected, which leads to realignments.

When we stabilize it (contraction) we make it a reference to transform closed muscle chains, with the skeleton’s own references, into open chains, with skeletal mobility as far as feasible, followed by ligaments, tendons, muscles, fascias.

Checking the muscle elongation that provides us reference for all of this, it was verified we could not stick to their plastic stage. (18’’ to 20’’)

There would be no concomitant skeletal correction!

The micro-break stage must be extended to 30’’

But did we forget about the referential?

 

THE SKELETON

It must be modified!

The anomalous pelvic orientation, in ante or retroversion is the primordial factor to be undone (check pelvic reference)

The elimination of mechanical irradiation by pelvic stiffness, to torso, upper limbs and lower limbs

With the skeleton adequately rebalanced by specific corrections, we will have the ‘’destruction’’ of muscle chains and other structures, with logical prevalence of slow contraction fibers in shortened chains, as well as all other ligament, tendinous and skeletal structures.

The feasible alignment, as mechanical distribution of loads, changes of the center of gravity, leads us to either the stabilization of osteo-degenerative lesions already in place or the symptomatological regression by the lack of abnormal mechanical solicitation. These corrections imply on global corrections in all skeletal segments.

The mobilization of the pelvis allows us decompressions in spinal injuries (such as, for example) by the return of the structures to their previous configuration, without radicular compression.

Shear forces are eliminated

THE AIM IS THE SAGITTAL BALANCE

IN ALL PARTS OF THE BODY

THE SAGITTAL BALANCE IS UNFEASIBLE WITHOUT PELVIC ALIGNMENT IN:

NEUTRALITY

FLEXIBILITY

descontrucao-corporal 1

Would it be possible to gain elongation and not only plastic muscle elongation if pelvis is kept anomalous?

We don’t believe so.

If we take a biomechanical look at the figures, would it be feasible to disengage anterior tendons in the pectoral girdle with the upper limbs in internal rotation, and kyphotic structural stiffness?

 

descontrucao-corporal 2

And would it be worth it for us to surgically reconstruct posterior tendons (supra and infra-spinal) in kyphotic misalignment? There will be relapse!

And would it be worth it for us to perform arthrodesis in segments of the spine (with some exceptions) with a patient in hyperlordosis, with lumbar shear forces, and keep it anomalous?

 

descontrucao-corporal 3

Patellar chondropathies with or without misalignments in pelvic anteversion, the shortening of the quadriceps would be mechanically ‘’emptied’’, with elongations or worse, strengthening these structures?

Would tibial, tarsus, calcaneus syndromes, except for primaries, varus or valgus, supinated foot or stepped foot, non-primaries, have etiopathogenic explanations, which are not biomechanical?

Questions to be answered!

Either we see the whole picture, or we will see any lesion inadequately. And the key for this, we repeat again, is the:

Neutral

Flexible

Pelvic tilt

And we were conceptually surprised, because this objective is FEASIBLE!

Following new concepts and methods

Protocols are not started with some concepts and finished with others

In our view it is the great dichotomy between the:

ORTHOPEDIC-PHYSIATRIC AND PHYSIOTHERAPEUTIC CONCEPT

UNIVERSALLY, there are no complete conceptual protocols in these two highly relevant areas of medical practice, that are completed in the theoretical treatment stages

EVERYTHING IS METHODOLOGICAL, NEVER CONCEPTUAL!

The orthopedic patient is omitted, and becomes physiatric and physiotherapeutic

The same courses are not followed

They are not completed

Therefore, the objectives would be the same, we never get the results other than in trivial and acute disorders, or eventually post-trauma surgery

In chronic disorders, almost never, considering the pilgrimage of patients at clinics without effective results.

It started with ideas from others (GPR, GDS AND OTHERS)

The concept of muscle chains was changed into biomechanics, symmetry, synergy.

THE REFERENCE CHANGED FROM SPINE TO PELVIS

It was verified that with the center of the body fixated, it was feasible to make soft tissue elongations, and, also with skeletal structure criteria, as far as possible, seeking segmental and global realignment and functionality

With the help of physiotherapists from ‘’OUR SCHOOL OF THOUGHT’ we gradually created new body posture elongations following new standards and concepts

METHOD

  1. FIXATION OF PELVIS (Orthostasis, supine, prone and lateral positions, sitting).
  2. SYNERGY of all muscle chains, as far as possible.
  3. SYMMETRY, post-correction of dysmetrias.
  4. ELONGATIONS of body postures up to the micro-break stage (30’’).
  5. THOROUGH VERIFICATIONS of the initial semiological maneuvers of the treatment, until reaching the desired angles (HIP-FEMORAL ANGLE, WRISTS, ANKLES, and others).
  6. initial ELIMINATION of the tendinous, insertional ‘’TRIGGER POINTS’’ with ANALGESIA (intra or extra-articular local infiltrations).
  7. METHODOLOGICAL DISTANCING from every practice that was not commensurate with our concepts.
  8. MANDATORY UTILIZATION OF CONCEPTS, interpretations of disorders, and mandatory, on protocol use of the method created.

 

SOME ELONGATIONS ALWAYS IN PELVIC CONTRACTION

 

BOILING IT DOWN:

  1. STRICT ORTHOPEDIC PROTOCOL
  2. EXAMS PROTOCOL (SYSTEMIC, REGIONAL WITH GLOBAL STRUCTURAL IMAGES, UTILIZING RADIOLOGICAL EXAMINATIONS, COVERING:

SPINE AND PELVIS F+P

WITH AND WITHOUT PELVIC CONTRACTION F+P

ORTHOROENTGENOGRAPHY (CORRECTION OF DYSMETRIA)

  1. REHABILITATION PROTOCOLS

 

DECONSTRUCTION

                                   NEVER CONCOMITANT

RECONSTRUCTION

 

SAME DIAGNOSTIC CONCEPTS

SAME THERAPEUTIC CONCEPTS

  1. ETHIOPATHOGENIC INTERPRETATION OF THE DISORDER, WITH ALL CLINICAL AND IMAGING SUBSIDIES IN HAND.

ALL SESSIONS WERE STANDARDIZED FOR DIDACTIC AND TRAINING PURPOSES.

PRIVILEGES STARTING THE SESSION, STANDARD PHYSIOTHERAPY ANALGESIA, IN SHORT TIME

FUNDAMENTAL

  1. REHABILITATION TEAM FROM OUR ‘’SCHOOL OF THOUGHT’’
  2. METHODOLOGICAL TRAINING WITH THE TEAM UNDERSTANDING THE CONCEPTUAL PRINCIPLES.
  3. REHABILITATOR’S UNDERSTANDING OF THE ETHIOPATHOGENESIS OF THE SPECIFIC INJURY AND THE GLOBALITY OF THIS ETHIOPATHOGENESIS.
  4. ADEQUATE UNDERSTANDING OF THE ORTHOPEDIC DISORDER TO BE TREATED. ITS SCIENTIFIC AND PATHOLOGICAL KNOWLEDGE.
  5. IT IS UP TO THE ORTHOPEDIST OR PHYSIATRIST TO TRANSFER BROAD MEDICAL KNOWLEDGE SO THAT WE ARE NOT LEFT STUCK TO POST-PHYSIOTHERAPY EDUCATION METHODS AND COURSES, WHICH HAS BECOME ROUTINE THESE DAYS.
  6. ADHERENCE TO THE TREATMENT. MUST BE IMPOSED,

OTHERWISE,    DON’T START.

  1. DAILY ACTIVITY (AT HOME OR PHYSICAL TRAINING CENTER), CANNOT COLLIDE OR ENTER CONCEPTUAL CONTRADICTIONS.
  2. PHYSICAL ACTIVITY IS INITIALLY SUPPRESSED, BECAUSE PAIN IS ALWAYS PRESENT.
  3. THE RETURN TO ACTIVITIES IS PERMEATED BY THE PARTIAL REGRESSION OF THE SYMPTOMS (AVERAGE OF 3 WEEKS).

MUST HAVE REFERENCES OF MUSCULAR PHYSIOLOGY.

MARCHING IS THE SIMPLEST ACTIVITY, WITH THE LEAST DEMAND FROM THE BODY.

THIS IS HOW WE MUST START PHYSICAL ACTIVITIES.

PAIN TREATMENT

Myorelaxant drugs + non-hormonal anti-inflammatory agents for 4-5 days

Intra or extra-articular infiltrations (not necessarily over the specific injury)

Intra-articular infiltration, promotes faster and broader recoveries

Sacral infiltrations (corticoids + lidocaine) in insertional points are the most widely utilized, and demonstrated dissociation of the ‘’labels’’ diagnosed as hernias, disc protrusion, from a simple enthesophatic sacralgia. Such procedures are almost decisive in differential diagnosis.

The remission of pain is almost immediate and are accompanied by immediate elongations with pelvic fixation, disengaging the trigger points.

We perform the same procedures in other joints (Shoulders, knees, elbows, more usually).

Contraindications:

Diabetes (Insulin-dependants)

Grave hypertension

Heart Diseases

It is important to note the close collaboration of the various teams of physiotherapists that significantly contributed to the creation of the method and each type of stretching idealized.

The end of the DECONSTRUCTIVE period is evaluated in the gain of amplitude of the semiological angular references already mentioned in the body’s flexibility, clearly felt in the clinical exam (the pectoral girdle is an important reference in the clinical evaluation of these gains).

The PELVIC mobility in profile must be commonly evaluated in its therapeutic evolution.

We started mostly in elderly patients whose total deconstruction is more difficult, as well as in habitual sports patients, whose muscles are already aerobic, but poorly distributed, globalist isometric. RECONSTRUCTION exercises were used in a progressive rate of 4 elongations to 1 Isometric, progressively increasing the latter.

The patient is apt to:

RECONSTRUCTION with:

PELVIC NEUTRALITY

PELVIC FLEXIBILITY IN ANTE AND RETROVERSION

SEMIOLOGICAL ANGLES OBTAINED

AVAILABILITY OF BODY ALIGNMENT FOR GLOBALIST HOMOGENEOUS RECONSTRUCTION

 AND, TO FINISH:

THE ALTERED SKELETAL ANGLES CHANGE WITH PELVIS NEUTRALITY.

MUSCLES GAIN ADEQUATE ELONGATIONS AND SHORTENING!

MECHANICAL FORCES START TO ACT FUNCTIONALLY WITHOUT INJURIES!

THESE ARE THE FUNCTIONAL OBJECTIVES SOUGHT IN DECONSTRUCTION:

Just an example:

Female Patient

Age: 36

CONDITION Lumbosacral pain for 1 year, with irradiation and paresthesia in the right lower limb.

Brief clinical exam:

Lordosis with pelvic stiffness

Hip-Femoral Angle 130º

Wrist extension  45º

Ankle flexion 10º

Radiological examination

Spine without diversions, without pelvic contraction

Without pelvic tilt

Lumbar scoliosis with lateral-rotational tilt with pelvic contraction

 

Extensão de punhos -> 90º Membro superior em posicionamento frontal.

Extensão de punhos -> 90º
Membro superior em posicionamento frontal.

Wrist extension -> 90º
Upper limb in frontal position

Extensão de punhos -> 90º  Membro superior em rotação externa

Extensão de punhos -> 90º
Membro superior em rotação externa

Wrist extension -> 90º
Upper limb in external rotation

 

Anteversão pélvica (Lordose) Sem contração pélvica

Anteversão pélvica (Lordose)
Sem contração pélvica

Pelvic anteversion (Lordosis)
Without pelvic contraction

Neutralidade pélvica Em contração

Neutralidade pélvica
Em contração

Pelvic neutrality
In contraction

ACF -> 90º Em contração pélvica

ACF -> 90º
Em contração pélvica

Hip-Femoral Angle -> 90º
In pelvic contraction

 

Neutralidade de tornozelo Em contração pélvica

Neutralidade de tornozelo
Em contração pélvica

Ankle neutrality
In pelvic contraction

Flexão de tornozelos -> 20º Em contração pélvica

Flexão de tornozelos -> 20º
Em contração pélvica

Ankle flexion -> 20º
In pelvic contraction

 

Flexão de punhos -> 80º Pélvis neutra Cadeias dorso-braquiais alinhadas

Flexão de punhos -> 80º
Pélvis neutra
Cadeias dorso-braquiais alinhadas

Wrist flexion -> 80º
Neutral pelvis
Dorsal-brachial chains aligned

 

BODY RECONSTRUCTION BEGINS.