LOMBALGIAS – DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO CONSERVADOR

PALESTRA – SIMBIDOR 2011

Abordagens:

• Conservadora.
• Minimamente invasivas.
• Micro invasivas.
• Cirúrgicas.
• Sempre conservadora inicialmente.

A nosso ver, o simplismo não cabe no tratamento conservador das lombalgias pela complexidade etio-patogênica e pela variedade e intensidade de queixas clinicas.

Nossa abordagem é biomorfologica genética globalista e mecanicista corporal, sempre baseada em cadeias musculares com modificações (GDS).

Nossa referência é a pélvis, como centro corporal e de suporte de nossa coluna vertebral.
Todos os segmentos proximais e distais apresentam inserções ligamentares e miotendíneas na pélvis.

A biomorfologia genética aliada a exacerbação de ação gravitacional de cadeias agônicas, e aos hábitos de vida nos levam:

Prevalência de cadeias musculares anteriores com referencia esquelética a nível pélvico (AM) – retroversão pélvica.
Prevalência de cadeias musculares posteriores com referencia esquelética a nível pélvico (PM)- ante versão pélvica.

O convencionalismo protocolar diagnóstico e terapêutico, com sua diversidade dentro de multiplos programas já publicados, a meu ver corrobora com uma perda de orientação diagnóstica e terapêutica.

Todas as lesões que não as tumorais e traumaticas diretas se tranformam no sistema musculo esquelético em mecanicas.

Buscamos um novo protocolo de abordagem conceitual no diagnóstico e tratamento.

Lombalgias: fatores sistêmicos ou metabólicos.
Mecânicos : mecano estruturais.
Mecano posturais.
As degenerativas articulares incluem-se em uma ou mais das conceituações em sua cronicidade.

Lombalgias agudas.
Crônicas.
Agudas.
Máximo de quatro semanas.

Diagnóstico protocolar sempre.

Em jovens é nosso primeiro sinal do que vem a seguir.
Em adultos é a configuração de desarranjos já existentes.
Em idosos é a configuração das lesões.

Portanto, ao invés de tratarmos com miorelaxantes, antiinflamatórios e pedirmos um RX focal da coluna ou uma RM, cabe a nós um rigor diagnóstico impositivo.

Inspecção passiva

Caracterização biomorfológica.
AM-prevalência de cadeias musculares anteriores com referência pélvica esquelética.
PM-prevalência de cadeias musculares posteriores com referência pélvica esquelética.

• Alterações faciais.
• Assimetrias de alinhamento cefálico.
• Assimetrias de cintura escapular.
• Assimetrias de cintura pélvica com básculas laterais e rotacionais.
• Escolioses.
• Cifoses.
• Lordoses.
• Retificações dorso lombares.
• Hiperlordose cervical.
• Geno valgo ou geno varo.
• Rotação externa de extremidades dos MMIIS.

Inspeção ativa
Contração pélvica em ortostase.
Relaxamento pélvico.
Caracterização de exacerbações nos am ou pm (retro ou ante versão pélvica).
Posicionamento podalico em ortostase.
Exacerbações de cifose dorsal.
Inversões de curva lombar.
ACF (ângulo coxo-femural)- flexão de tronco com contração pélvica e extenção de joelhos.
Ortostase em contração pélvica, mmss- voltados para plano frontal com extenção máxima dos punhos (desejável de 80 a 90°).
Rotação externa gradativa dos mmsss com extensão dos punhos.
Amplitude de alongamento de gastrocnemius com contração pélvica em ortostase.
A marcha é fundamental em avaliação funcional.

Palpação
Detecção de pontos algicos da coluna vertebral e tecidos circundantes.
Avaliação e localização de pontos algicos que não da coluna vertebral.
Verificação de contraturas cérvico – toraco lombo sacrais.
Rigidez de cintura escapular.
Rigidez de rotação esterna dos MMSS.
Rigidez toraco lombar.
Palpação de segmentos corporais articulares, peri-articulares e principalmente insercionais.

Assim nos AM (retro versão) as lombalgias são sempre entesomiopáticas (por alongamentos ineficientes de cadeias musculares).
Nos pm (anteversão) quase sempre são entesopaticas (por encurtamentos de cadeias musculares).

A contração pélvica (movimento de marcha) muda esse panorama rotineiro.
Os angulos de lordose, cifose, escolioses ao contrario dos dogmas existentes.
São extremamente mutáveis à essa manobra.

Entesopatias ilíacas, púbicas ou esquiáticas mascaram ou confudem esses quadros.
Assim: estabelece-se clinicamente a biomorfologia de forma empírica com prevalências de cadeias agônicas e insuficiência das antagônicas.

A configuração técnica é impositiva.
Diagnóstico sistêmico ou metabólico (laboratorial).
Diagnóstico mecano estrutural – lesão focal (US, TC, RM, ENM).
Lesão global radiológica.
RS  de coluna total + bacia.
Ortostase.
Panoramica com e sem contração pélvica.
Escanometria de MMIIS + segmentos quando necessário.
Diagnóstico mecano postural incrementação de cadeias musculares de biomorfologias.

Biomorfologia genética + diagnóstico sistêmico ou metabólico + mecânico focal e global + exacerbações de cadeias prevalentes.
Configuração de quadro funcional e de interpretação de lesão única ou multipla e sua etio patogenia.

Prepare-se para “desmontar” esta” bomba” de maior ou menor intensidade.
Cada paciente é único.

Tratamento conservador.
Lombalgias agudas.
Miorelaxantes + antiinflamatórios não hormonais.
Circunscrição de ponto doloroso em 3 ou 4 dias.
Eventualmente ultilizamos bloqueios anestesicos no ponto mais intenso de dor (quase sempre insercionais).
Inicio de alongamentos posturais com contração pelvica sem buscar um alongamento mais amplo que se torne traumático.
Inicie o mais rápido possível o processo de reabilitação corporal global.

Protocolo
Estabilização impositiva de moléstia sistemico metabólica.
Correção (cirúrgico ou não) de dismorfias até onde viável.
Reorganização mecanica corporal global.
Desconstrução
Metodologia globalista baseada em cadeias musculares.
Reconstrução.

Nenhum método isolado de reabilitação consegue desmontar todas estas alterações e estruturações sinégicamente, a não ser com entendimento de cadeias e alongamentos posturais abrangentes em relação ao numero destas cadeias agônicas solicitadas.

A nosso ver, não existe reeducação postural e sim correção corporal até quando possível definitiva.
O RPG (reeducação postural global) com certeza foi uma primeira luz extremamente inteligente e racional neste compromisso.
Mas a nosso ver faltou tecnicismo médico e correlações com a patologia ortopédica.
Sua abrangência seria com certeza muito maior.
Incorporação à tecnica de RPG.
Frequência insuficiente (2x por semana).
Criação de alongamentos posturais proprios com abrangência máxima de cadeias atuantes, sempre que possível com fixação pélvica.
Flexibilização da técnica sem fragmentos de rótulos metodológicos.
Entendimento de cada patologia ortopédica com seus distúrbios mecânicos para sua real interpretação.
Busca de simetricidade rigorosa.
Interpretação respiratória com critérios nos alongamentos.

O que teremos dentro do possivel são pacientes flexibilizados, realinhados e principalmente funcionantes.

Reconstrução
Busca de reconposição de cadeias musculares profundas antagônicas dentro da biomorfologia e suas exacerbações.

Grupos musculares em inatividade ou pro desuso em alongamentos inadequados (“esgarçamento”).
Tranformação de uma fibra muscular de função anaeróbica (não oxidativa).
Em aeróbica (oxidativa).

Usou-se inicialmente a técnica de iso-stretching (Bernard redondo) 2x por semana.
Modificação com incorporação de conceito de cadeias e do uso maximizado destas sem o empirismo da técnica original.

Protocolo ortopédico e de reabilitação funcional nas lombalgias.
Estabilização impositiva de moléstia sistemico metabólica.
Correção (cirurgico ou não) de dismorfias até onde viável.
Reorganização mecânica corporal global.
Desconstrução.
Metodologia globalista baseada em cadeias musculares.
Reconstrução.

Busque :
Respeito a biomorfologia genética.
Flexibilização corporal.
Alinhamento.
Simetricidade.
Funcionalidade segmentar e global.

“Não se constroem muros em paredes tortas”

 

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