QUESTIONAMENTOS DE CONCEITOS!!!

Mais de 25 anos de profissão já havia se passado.

E…. os questionamentos colocados começaram á nos chamar a atenção!

Pelos resultados obtidos!

Nada mudava a técnica e a tecnologia mudaram e ao mesmo tempo, o procedimento cirúrgico para melhor.

A visão fisioterápica, foi mudada para uma faceta de melhor nível, mas, individualista!

Mas, algumas coisas chamavam a atenção!

Nós percebemos fortuitamente pacientes iguais morfológicamente!

Lesões semelhantes!

Por quê?

Cervicalgias, dorsalgias, lombalgias, sacralgias!

Por quê?

Lesões musculares nas massas musculares.

Lesões mais próximas das articulações.

Lesões nas articulações, extra e intra-articulares.

Por quê?

Artroses de coluna.

Artroses coxofemorais.

Artroses de joelhos.

Artroses de tornozelos.

Eram todas inflamatórias, ou teriam outras causas?

Mecânicas?

Provavelmente ambas, dependentes das causas.

Por quê?

Doenças ditas laborativas somente em milhares de pessoas, com tendinites, repetitivas.

E milhões nada apresentavam!

Em umas afetavam extremidades.

Em outras afetavam compartimentos justa musculares ou musculares.

Por quê?

O trabalho era o mesmo.

“Atletas” de fim de semana, se lesionavam, em atividades banais, simples, com lesões graves, musculares, articulares.

Outros, com cargas pesadas, fazendo as mesmas atividades, nada apresentavam!

Achamos ali, que talvez, tivéssemos uma resposta, que estávamos lidando com as coisas, de forma inversa!

A resposta estaria na genética de cada um de nós, incorporada, á nossos hábitos de vida, que nos levaria á uma característica de preparo corporal individual única, para cada atividade, não importando, se habitual, laborativa, esportiva.

O que realmente deve ser levado a sério, é a individualidade de cada paciente!

Os fatores externos, ou seja, estas atividades são fatores desencadeantes em corpos bem ou mal preparados funcional e individualmente não diverso.

Nosso corpo individual, esta ou não preparado!

Achamos que deveríamos partir daí.

Mas, seria um longo caminho.

E muita gente à contrariar!

Ponto número 1.

Como ortopedistas teríamos que ser técnicos.

Com a parafernália de métodos, surgidos, (RPG, Acupuntura, Quiropraxia, Osteopatia.)

Não poderíamos macular nossa especialidade!

Nem pela fisiatria!

Nada daquilo tinha fundamentação cientifica.

A ortopedia tinha.

A Ortopedia, com muito critério.

Com a sub especialização ortopédica, foi-se perdendo a visão global do paciente e o diagnóstico se empobreceu!

Nunca por incompetência mas pela agilização de resultados, quase sempre, cirurgia!

A reabilitação médica (fisiatria) foi posta de lado pelos fisioterapeutas (RPG principalmente).

E se criaram vertentes.

O ortopedista que só sabia cuidar de pedaços (esplendoroso).

O fisiatra enxergando com 2 vertentes:

O ortopedista

O fisioterapeuta.

O fisioterapeuta assumiu funções que outrora , não tivera.

Para juntarmos a Globalidade do RPG, onírica, á realidade ortopédica… Criamos protocolos médicos.

Tudo é médico na origem da cadeia assistencial!

As equipes, se formam, fruto de busca diagnóstica, e resolução curativa!

Que é incumbência médica sempre!

A ORTOPEDIA SE ESQUECEU DE SEU NOME!!!

Nossa obrigação primordial era fazer crianças crescerem retas. E porquê?

Para que em sua maturidade esquelética e em sua velhice mantivessem sua higidez dentro de intercorrências de vida.

Parece que nos perdemos.

A subespecialização, a nosso ver, é fundamental no esplendor cirúrgico que nossa especialidade se tornou.

Formamos hoje subespecialistas excepcionais, mas será que ainda formamos ortopedistas?

Que responda a população.

Há 40 anos trata-se nomes de afecções ortopédicas com:
• Medicamentos (cada vez mais sofisticados e onerosos).
• Fisioterapia (sintomática e metodológica).
• Cirurgias (resultados finais).

Em que evoluímos na descoberta ou na formação de conceitos que nos levassem à prevenção e restrição abrupta dos tratamentos que citamos anteriormente?

Absolutamente nada!

No entanto, foi o que presunçosamente e arriscadamente fizemos.

Buscamos causas! Etiopatogenia.

A ortopedia não é feita de milhares de pacientes operados magnificamente todos os dias. Não falo de traumas ou de tumores. Falo de milhões de pacientes crônicos, jogados de um médico para outro, com soluções idênticas, com tratamentos longos sem formulações resolutivas. Quase nunca, se chega á causa (etiopatogenia) de uma afecção, incluso as cirúrgicas.

Clique aqui e vide artigo – Revista Prática Hospitalar