RADIOLOGIA – IMAGENS

Pelo já relatado nas mudanças de referências corporais, a inércia da imagem radiológica, nos vários segmentos, mas principalmente na coluna vertebral, não se coadunava com a visão clinica, biomecânica dos pacientes.

Imagens radiográficas estanques, em decúbito dorsal anterior, ou perfis em decúbitos laterais, diferiram da dinâmica e fisiologia de movimento de pacientes, com múltiplas e variadas queixas.

Os RX da coluna vertebral, em escolioses, com inclinações laterais, seriam reais e absolutas quanto à funcionalidade da mesma?

E quanto às angulações e indicações?

A co-morbidade de outras afecções, ou nos levava a um quadro sistêmico, ou à interpretação concomitante de queixas e afecções musculoesqueléticas.

De forma por que não dizer de forma empírica, intuitiva, passamos a radiografar o ‘’conjunto’’ coluna + bacia.

Em Ortostase, pelo nosso movimento diário deambulação.

Em contração pélvica, pelo exposto em outras dissertações.

E, ressaltando, sempre estar atento à queixa principal do paciente, de forma focal ou segmentar, para o descarte de afecções localizadas (exemplificando- afecções tumorais), ou na visualização protocolar ortopédica de segmentos, com o uso técnico e rotineiro de outras imagens como estudos Ultrassonográficos, Tomografia Computadorizada, Ressonância magnética.

Teríamos, portanto:

A) Diagnóstico Focal.
B) Diagnostico Global, funcional.

Estabeleceu-se contato com Hospital de Referência em São Paulo e com a chefia do Departamento de Radiologia.

Estabeleceu-se técnica e treinamento nas incidências radiológicas, até então nunca utilizadas incorporando-se à nossos protocolos.

Assim sendo, como já dito.

RX DE COLUNA DORSO-LOMBAR +BACIA

PANORÂMICA

ANTERO-POSTERIOR E PERFIL

COM E SEM CONTRAÇÃO PÉLVICA

EM ORTOSTASE

ESCANOMETRIA DE MEMBROS INFERIORES (IMPOSITIVA)

(A COLUNA CERVICAL NORMALMENTE VEM INCLUÍDA NA IMAGEM)

INICIAMOS ESTE PROCEDIMENTO HÁ APROXIMADAMENTE 15 ANOS

Sempre na mesma instituição, com técnicos treinados que foram se sucedendo no decorrer do tempo.


 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Estabeleceu-se ângulo de inclinação pélvica, ao perfil, de 32º (L3-S1) como normalidade. Em algum período de tempo, o ângulo estabelecido foi em L5-S1, referência esta abandonada posteriormente.

Este abandono de mensuração, deveu-se por acharmos ser esta focalização extremamente restritiva, principalmente em casos onde existiam escolioses altas, visualizadas na incidência antero-posterior, nos levando a falsas interpretações.

Aos primeiros exames a reação inicial foi de absoluta surpresa, pelas alterações a visualização, com e sem contração pélvica.

Ao mesmo tempo, o que enxergar?

Quais parâmetros esqueléticos como referência?

Como interpretar, ligando-se as alterações globais às imagens focais obtidas pelos demais exames?

Mas, o aclaramento dessas perguntas, veio com a integração da clinica, da imagem focal e no contexto focal.

Evidente, A REFERÊNCIA É A HIGIDEZ ESQUELÉTICA!

Alinhada com curvaturas vertebrais mantidas, e inclinação pélvica anterior (ao perfil em torno de 5º).

O ângulo de lordose lombar, como referido, em volta de 32º (L3-S1)

Observe-se:

A) ALINHAMENTO DA COLUNA VERTEBRAL CERVICO DORSO LOMBAR
B) SIMETRIA DA CINTURA ESCAPULAR
C) SIMETRIA DA CINTURA PÉLVICA
D) SIMETRIA DOS FORAMENS OBTURADORES (INCLINAÇÃO PÉLVICA E DESVIOS ROTACIONAIS).
E) SIMETRIA DAS COXO- FEMURAIS.
F) SIMETRIA DAS ASAS ILÍACAS
G) ALTERAÇÕES DAS CORTICAIS DE TODA PÉLVIS, COM SINAIS DE SOLICITAÇÕES INSERCIONAIS MECÂNICAS (ILÍACO, ÍSQUIO, PÚBIS), DEMONSTRATIVO DE SOLICITAÇÕES ÓSSEAS ANORMAIS.
H) EM PRESENÇA DE BÁSCULAS, A VERIFICAÇÃO DE SOBRECARGA SACRO-ILÍACA.
I) RETIFICAÇÕES E INVERSÕES DE CURVAS AO PERFIL.

ALGUNS EXEMPLOS DE IMAGENS



As alterações à contração pélvica são múltiplas e extremamente mutáveis

Os ângulos reais independem da visão dita ‘’postural’’clinicamente.

O rigor radiológico estabelece o padrão biomorfológico individual.

Não é a visão clinica que prevalece!

A quase totalidade dos pacientes (mais de 90%) apresenta alterações não diagnosticadas, porque não atinentes à queixa clinica.

São achados radiológicos, e, posteriormente interpretados estrutural e funcionalmente.

Quanto às simetrias citadas acima, em sua grande maioria, as alterações se incrementam à contração.

A rigidez pélvica (vista na inclinação sacra-perfil), é o fator mais importante na indicação terapêutica.

Verificamos toda sorte de alterações à contração pélvica

ACENTUAÇÃO DE CURVAS ESCOLIÓTICAS

CORREÇÃO PARCIAL OU TOTAL DESTAS CURVAS

INCREMENTO DE BÁSCULAS PÉLVICAS LATERO-ROTACIONAIS, ASSIM COMO CORREÇÃO

PARCIAL OU TOTAL DESTAS BÁSCULAS, COM TRANSMISSÃO MECÂNICA OU NÃO À COLUNA VERTEBRAL.

COM A OBSERVAÇÃO DOS FORAMENS OBTURADORES, QUE DEVEM MANTER SIMETRIA,

NOTAMOS ALTERAÇÕES NO TAMANHO E FORMATO DOS MESMOS EM CADA HEMI-SEGMENTO.

TAIS ALTERAÇÕES SÃO CAUSADAS POR DISMETRIAS, POR ESCOLIOSES PROXIMAIS, ALÉM

DE BÁSCULAS LATERO-ROTACIONAIS.


RESUMINDO:

A pélvis rígida em ante ou retro versão é irradiadora de força mecânica proximal e distalmente a ela em todos os segmentos musculo-esquelético.

As interpretações da anexação radiológica a exames de imagens variadas focais, nos mostra claramente a etio-patogenia da afecção advinda da queixa principal, e qual rumo terapêutico adotaremos no plano ortopédico e principalmente na reabilitação.

O tratamento DESCONSTRUTIVO, nos mostrou em controles evolutivos de imagens, claramente, o alinhamento pélvico, flexibilizações escolióticas, em relação à pélvis, correções de lordoses ruma à neutralidade pélvica e tantas outras verificadas no decorrer do tempo, nos dando subsídios importantes para iniciarmos a fase de RECONSTRUÇÃO, sem que caíssemos no incremento de grupos musculares já prevalentes.

Em muitos casos torna-se academicista ou minucioso ao extremo.

Porém adotamos tal procedimento como protocolo, para nosso entendimento inicial e na própria explanação ao paciente, que acreditamos ser fundamental, principalmente por fugimos de conceitos convencionais.


 RADIOLOGY – IMAGES

From what was already reported in the changes of body references, the inertia of the radiological image, in the various segments, but above, all in the spine, is not commensurate with the clinical, biomechanical view of the patients.

Still radiographic images, in anterior supine position, or profiles in lateral positions, differed from the dynamic and physiology of the patients’ movement, with multiple and various complaints.

Would an X-Ray of the spine, in scoliosis, with lateral inclinations, be real and absolute in terms of its functionality?

And how about the angulations and indications?

The co-morbidity of other disorders, leads us either to a systemic condition or to the concomitant interpretation of musculoskeletal complaints and disorders.

So, why not say in an empiric, intuitive way, we will now radiograph the spine + pelvis ‘’set’’.

In Orthostasis, from our daily walking movement.

In pelvic contraction, from what was exposed in other essays.

And, emphasizing, always paying attention to the patient’s main complaint, in a focal or segmental manner, in order to discarding localized disorders (example: tumor disorders), or in the protocol orthopedic view of segments, with the technical and routine use of other images such as Ultrasound, Computerized Tomography, Magnetic Resonance studies.

Therefore, we would have:

  1. Focal Diagnosis.
  2. Global, functional Diagnosis.

Contacts were made with the Reference Hospital in São Paulo and with the head of the Radiology Department.

The technique and training were put in place in the radiological occurrences, until then never utilized, incorporating them to out protocols.

As such, as already mentioned.

SPINE BACK-LUMBAR +PELVIS X-Ray

PANORAMIC

ANTERO-POSTERIOR  AND  PROFILE

WITH AND WITHOUT PELVIC CONTRACTION

IN ORTHOSTASIS

LOWER LIMBS SCANOMETER (IMPOSITIVE)

(THE SPINE IS NORMALLY INCLUDED IN THE IMAGE)

WE STARTED THIS PROCEDURE ABOUT 15 YEARS AGO

Always in the same institution, with trained technicians who were being substituted over time.

GENERAL CONSIDERATIONS

The pelvic tilt angle, in profile, of 32º (L3-S1) was established as the norm.  In some period of time, the angle established was in L5-S1, which reference was subsequently abandoned.

This measurement abandonment was due to us finding this focus extremely restrictive, above all in cases where with high scoliosis, seen in the lateral view incidence, leading us to false interpretations.

In the first examinations, the initial reaction was of absolute surprise, by the changes in the visualization, with and without pelvic contraction.

At the same time, what can we see?

Which skeletal parameters as reference?

How can we interpret, connecting the global changes to the focal images obtained by the other exams?

But the answer to these questions came with the integration of the clinic, focal image and focal context.

Evidently, THE REFERENCE IS THE SKELETAL RIGIDITY!

Aligned with vertebral curvatures maintained, and anterior pelvic tilt (to profile around 5º).

The lumbar lordosis angle, as mentioned, is around 32º (L3-S1)

Note:

  1. ALIGNMENT OF THE BACK LUMBAR SPINE
  2. SYMMETRY OF THE SHOULDER BLADE
  3. SYMMETRY OF THE PELVIC GIRDLE
  4. SYMMETRY OF THE FORAMINA OBTURATOR (PELVIC TILT AND ROTATIONAL DEVIATIONS).
  5. SYMMETRY OF THE HIP-FEMUR.
  6. SYMMETRY OF THE ILLIAC WINGS
  7. CHANGES OF THE CORTICALS OF THE ENTIRE PELVIS, WITH SIGNS OF MECHANICAL INSERTIONAL REQUESTS (ILLIAC, ISCHIUM, PUBIS), DEMONSTRATIVE OF ABNORMAL SKELETAL REQUESTS.
  8. IN THE PRESENCE OF TILTS, THE VERIFICATION OF SACRUM-ILLIAC OVERLOAD.
  9. RECTIFICATIONS AND INVERSIONS OF CURVES TO THE PROFILE.

 

SOME EXAMPLES OF IMAGES



The changes ot the pelvic contraction are multiple and extremely mutable

The actual angles do not depend in the so-called clinical ‘’postural’’ view.

The radiological accuracy establishes the biomorphological standard of the individual.

It is not the clinical view that prevails!

Almost all patients (over 90%) presents non-diagnosed changes, because they are not related to the clinical complaint.

They are radiological found and subsequently structurally and functionally interpreted.

Regarding the above-mentioned symmetries, in their large majority the changes increase according to the contraction.

The pelvic stiffness (seen in the sacra-profile inclination) is the most important factor in the therapeutic indication.

We see all sorts of changes to the pelvic contraction.

INCREASED SCOLIOTIC CURVES

PARTIAL OR TOTAL CORRECTION OF THESE CURVES

INCREMENT OF LATERAL-ROTATIONAL PELVIC BLADES, AS WELL AS PARTIAL OR TOTAL CORRECTION OF THESE BLADES, WITH MECHANICAL TRANSMISSION OR NOT TO THE SPINE.

WITH OBSERVATION OF THE FORAMINA OBTURATOR, WHICH MUST MAINTAIN SYMMETRY, WE NOTED CHANGES IN THEIR SIZE AND SHAPE IN EACH HEMI-SEGMENT.

SUCH CHANGES ARE CAUSED BY DYSMETRIAS, BY PROXIMAL SCOLIOSIS, AS WELL AS LATERAL-ROTATIONAL BLADES.

IN SHORT:

The rigid pelvis in ante or retroversion irradiated mechanical force proximally and distally to it in all segments of the muscle-skeleton.

The interpretations of the radiological analysis, added  to various focal image exams clearly shows us the ethiopathogenesis of the disorder coming from the primary complaint, and what therapeutic path we will take in the orthopedic plan and above all in the rehabilitation.

The DECONSTRUCTIVE treatment has clearly shown us in evolutional controls of images, the pelvic alignment, scoliotic flexibilizations, in relation to the pelvis, lordosis corrections to pelvic neutrality and so many others verified over time, giving us important subsidies to begin the RECONSTRUCTION stage, without us falling in the increment of already prevalent muscle groups.

In many cases it becomes academicist or extremely detailed.

However, we adopt this procedure as protocol, for our initial understanding and in the actual explanation to the patient, which we believe is fundamental, above all for diverting from conventional concepts.