REFERÊNCIA PÉLVICA, POR QUE CHEGAMOS A ISSO?

Durante décadas até nossos dias, o meio ortopédico academicamente sempre usou a Coluna Vertebral como referência de sustentação e centro corporal.

Todos os parâmetros e paradigmas de diagnóstico e tratamento foram nessa direção, e academicamente seguimos a mesma orientação.

Mas, achamos que as coisas não se encaixavam.

Em nossa experiência clínica, verificamos gradativamente que diante do rumo globalista e mecânico que havíamos incorporado à nossa rotina diagnóstica e terapêutica, (advindos de teorias neuro-mecânicas), mesmo sem bibliografia específica ortopédica, começamos a discordar destes paradigmas.

ÚNICA ESTRUTURA VIÁVEL DE EXERCER ESTA FUNÇÃO É A PÉLVIS, QUANDO ESTABILIZADA!

É NOSSA CONCEPÇÃO!


TEORIAS NEURO-MECÂNICAS EXISTENTES

Piret Béziers (A coordenação motora)

Estudos primários

Godeliève Denys Struyf (GDS)

Talvez a mais importante contribuição conceitual sobre o tema

Bernard Bricot (Posturologia)

Alguns aspectos novos, porém, inócuos na prática diária ortopédica

Leopold Busquet (Cadeias Fisiológicas)

Estudos acadêmicos

Ida Rolf (Rolfing)

Metodológico, porem pouco conceitual

Joseph Pilates (Pilates)

Os métodos atuais diferem do proposto. Atualmente mera adaptação do inicial RPG com o uso de aparelhos criados. Método isométrico e reconstrutivo. Pouco conceitual

Phillipe Souchard (RPG)

Brilhante utilização de ensaios teóricos anteriores. Ao meu ver, trabalho inconsistente nas buscas de resultados definitivos. Metodologia baseada em coluna e fundamentalmente desconstrutivo. No trabalho de reconstrução, não obedece às deformidades inerentes ao indivíduo

Thomas Myers (Trilhos Anatômicos)

Ensaios teóricos e experimentais, quase que totalmente anatômico

 

Em visão ortostática, em observação global, tudo mudava ao exame!

Todas nossas cadeias musculares se inserem na pélvis proximal e distalmente.

Tudo se interliga.

As básculas laterais e rotacionais, se agregavam ou não, à escolioses móveis ou não, flexos de joelhos, acentuação de varo ou valgo de joelhos, supinação ou pronação de ante pé, varo ou valgo de tornozelo, e retro-pé.

RESUMINDO, TODO CONTEXTO CORPORAL ERA ADAPTÁVEL.

Escolioses, cifoses, lordoses, tinham que ser entendidas, em todo segmento da coluna vertebral e corporal de forma concomitante.

Outras afecções igualmente, proximal e distalmente. Até seus segmentos mais distais (mãos e pés).

As modificações corporais, resumidamente, eram totalmente mutáveis e extremamente variáveis, individualmente, claramente com sobrecargas focais mecânicas.

A TECNOLOGIA TEM MOSTRADO ISTO, OS APARELHOS MOSTRARAM ISTO RECENTEMENTE.

Reparamos em inspeção ativa e passiva que pacientes em visão antero-posterior e perfil, tinham ou não mobilidade pélvica, em ante e retroversão da pélvis.

Nunca em contração abdominal ou lombar, e sim em contração de coxa e glúteo (movimento de marcha).

A biomorfologia única de cada paciente (estrutural), agregado à distúrbios funcionais mostravam que, nestes pacientes com a pélvis sem mobilidade, as afecções, lesões e queixas ortopédicas, eram muito mais frequentes, e semelhantes de acordo com a biomorfologia individual.

Sem nos alongarmos, passamos a radiografar, todos os nossos pacientes como sendo nosso movimento simplista de marcha.

Portanto:

RX de Coluna dorso-lombar + bacia F+P
Em ortotase
Com e sem contração pélvica (coxa + glúteos), agregando a rotina, protocolarmente:
Escanometria de MMII (Membros inferiores).

UM ÂNGULO É REFENCIAL: L3-S1, EM PERFIL, EM TORNO DE 32°.

As surpresas foram brutais.

As modificações de angulações e do quadro geral eram muito significativas, nos levando à questionamentos amplos.

Quando contraída, a pélvis torna-se biomecânicamente uma referência corporal, proximal e distalmente.

Sem flexibilidade biomecânica, estando a pélvis contraída, a força mecânica, de todos os nossos movimentos em uma simples caminhada, são direcionados a todos segmentos proximais (Coluna, Tórax, Crâneo e Membros superiores) e distais (MMIIs) (membros inferiores).

Se existem imperfeições adquiridas, ou congênitas (sequelares, dismetrias, escolioses, e outros), a má distribuição mecânica e corporal, nos leva à afecções segmentares ou não.

A ante ou retroversão pélvica, rígida, nos distancia daquilo que é básico na Ortopedia e estudado por uma autora nacional (D’Andreia Greve) da essência na Ortopedia, que é nosso EQUILÍBRIO SAGITAL.

NÃO HÁ COMO TÊ-LO, COM INCLINAÇÃO PÉLVICA MODIFICADA E RÍGIDA.
ESTAREMOS SEMPRE SENDO SUBMETIDOS À FORÇAS DE CIZALHAMENTO.
EM TODOS SEGMENTOS CORPORAIS.

AM PM

EQUILÍBRIO SAGITAL
MOBILIDADE PÉLVICA

Nossos centros de gravidade, se anteriorizam ou se posteriorizam com um centro rígido corporal, em posicionamento anômalo.

Os PM (Prevalência de cadeias musculares posteriores), ou mantém a pélvis rígida e anteriorizam todo o tronco, ou acentuam sua lordose com o efeito acima relatado, com modificações globais.

Os AM (Prevalência de cadeias musculares anteriores) igualmente, se rígidos, à contração pélvica, retropulsionam a coluna, acentuam sua cifose, com anteriorização cefálica, com sofrimento cervical e em outros segmentos.

Se parcialmente móveis, a contração dos ísquio-tibiais, já encurtados, acentuam este encurtamento, aumentando a retroversão pélvica, anexado a ação do ílio-psoas.

Toda essa dinâmica é repetida milhares de vezes no decorrer de nossas corriqueiras atividades, não importando quais sejam elas, sendo a mais elementar e primitiva, a própria deambulação. As adaptações corporais individuais são múltiplas!

Diante de imagens, e anexando a própria fisiologia muscular e esquelética, ficou claro, apesar das nomenclaturas (AM, PM), que os encurtamentos ou alongamentos de cadeias musculares, são existentes nas duas biomorfologias e suas variações.

Ao nosso ver todas as prevalências se caracterizam pelo aumento de fibras aeróbias, de musculatura de sustentação, de cadeias agônicas.

Fisiologicamente, os AM (Prevalência de Cadeias Musculares Anteriores) se manifestam com predominância de fibras aeróbias, não só ao nível pélvico, como em outros segmentos, concomitantemente as cadeias antagônicas a elas, que apresentam um menor número destas fibras, incremento de fibras de contração rápida (anaeróbias), ou inativação por desuso das aeróbias já existentes.

Fique claro:

A quantidade, localização, alongamento ou encurtamento, advém de um posicionamento esquelético desalinhado com centro corporal pélvico, ante ou retrovertido.

Todas as demais estruturas acompanham o modelo esquelético.

Portanto, se não cirúrgico este desalinhamento, lembremo-nos que todas estruturas não esqueléticas, acompanham os desalinhamentos, com encurtamentos ou alongamentos danosos (chamados ineficientes), sempre causadores de lesões de inserções (Encurtamentos-entesopáticas) ou mio-tendíneas e musculares (alongamentos ineficientes-entesomiopáticas).

A COLUNA, EM NENHUMA HIPÓTESE, QUANDO EM DIVERSOS ENSAIOS METODOLÓGICOS, PERMITE ESTAS CORREÇÕES!

SOMENTE FIXA O DESALINHAMENTO PÉLVICO!

Ao contrário, a pélvis, quando retirada dos seus excessos de ante ou retorversão, e trazida a neutralidade, nos permite entrar no que buscamos, ou seja, EM EQUILÍBRIO SAGITAL.

Há de se vencer as cadeias agônicas, mas é fundamental buscar correções esqueléticas, e posteriormente buscar equilíbrios musculares.

Mas, fique claro, ao contrário de metodologias atuais, e falamos aqui de conceitos, devemos buscar não só a neutralidade, mas fundamental e igualmente, a flexibilidade da pélvis em ante e retroversão igualitariamente (funcional).

Vencemos a resistência da musculatura profunda (aeróbias) com alongamentos em sua 3ª fase (micro-ruturas), e encurtamos segmentos alongados (ineficientes).

O que se assiste hoje, é exatamente o contrário!

Somente neste momento atingimos este Equilíbrio Sagital parcialmente, sem equilíbrios musculares definitivos. O esqueleto é o foco. As cadeias o acompanham.

Alinhamos esqueleticamente, com concomitante alinhamento de partes moles, até aonde viável, sempre com características individuais, faixa etária, e funcionalidade respeitada.

Sintetizando:

A. A PÉLVIS É O ÚNICO CENTRO CORPORAL VIÁVEL DE SER FIXADO COMO REFERÊNCIA.

B. TODAS AS CADEIAS MUSCULARES PRÓXIMAS E DISTAIS ESTÃO NELA INSERIDAS.

C. QUALQUER IMPERFEIÇÃO ESQUELÉTICA E CONSEQUENTEMENTE DE PARTES MOLES, AFETARÁ OUTROS SEGMENTOS. A RIGIDEZ PÉLVICA OU SUA ESTABILIZAÇÃO CONSOLIDADA, CRIA UM PONTO RÍGIDO MECÂNICO, IMPOSSIBILITANDO A ADEQUAÇÃO CORPORAL DE OUTROS SEGMENTOS DE MODO FUNCIONAL.

D. OS ENCURTAMENTOS RESULTAM EM ENTESOPATIAS GLOBAIS.
OS ALONGAMENTOS EM LESÕES MUSCULARES OU ENTESOMIOPÁTICAS.

Como comprovamos tais teorias, ou teses?

Da observação clínica, à semiologia, foi eventualmente Empírica? Achismo?

Com certeza não!

SEGUIMOS CORRENTES FISIOTERÁPICAS, MUITAS DELAS LÚCIDAS E EXTREMAMANTE COERENTES.

Diante do volume de multiplas morbidades (lombalgias, lombociatalgias, condropatias patelares, entesopatias de modo geral e muitas outras), acopladas à observação biomorfológica (pacientes semelhantes → lesões semelhantes) e das conclusões controvertidas academicamente, dos tipos de fibras musculares, chegamos á conclusão que, como já visto, as afecções e sua localização (insercionais ou não), eram em todos os segmentos, de uma mesma Etio-patogonia, ao nosso ver mecânicas e globalistas.

Portanto, sempre com um Centro Corporal Rígido Referencial (pélvis).

Todos os segmentos encurtados por desalinhamento esquelético se tornaram pontos semiológicos, em gestos simplistas ao exame com a pélvis fixada (contração de coxa e glúteos).

Em A.M. (retroversão pélvica) ou P.M. (anteversão pélvica), calcado em cadeias musculares.

6 principais,

  • Anterior
  • Posterior
  • Laterais
  • Oblíquas

E 2 outras igualmente importantes

  • Cérvico-Toraco-Braquiais
  • Poplíteo-Patelares

SEMIOLOGICAMENTE:

PORQUE 80º – 90º DE EXTENSÃO DE PUNHOS EM CONTRAÇÃO PÉLVICA E POSIÇÃO ORTOSTÁTICA?

Falando na semiologia específica:

Por que somente nesta amplitude, quando solicitamos as inserções, elas não são ativadas mecanicamente de forma não funcional. A rigidez em rotação interna dos Membros Superiores e cintura escapular, não permite alongamentos satisfatórios.

A fixação esquelética não permite alongamentos suficientes (Fase de micro-ruturas).

Porque flexão de tronco, com membros inferiores em extensão (Nunca hiper) e contração pélvica, em ortostase, em 90º?

Quando fletimos o tronco com ponto fixo (Contração pélvica), todas as estruturas aderidas as sacro, são tracionadas (Sacralgias, ditas lombociatalgias genéricas) transição tóraco-lombar, sacro-ileítes, entesopatias de pequeno e médio glúteo e outras, bursites trocantéricas, síndrome de trato ilio-tibial e outras).

No dia a dia clínico, percebemos que o ponto de total descomprometimento e solicitação afuncional destas estruturas só se dava aos 90º de flexão, chamado de ÂNGULO COXO FEMORAL ( ACF).

Nos tornozelos, o índice verificado na pratica diária foi de 20º a 30º, variando com o estado funcional do paciente.

Poderíamos citar várias outras manobras, simplistas, para a confirmação do relatado, mas ao nosso ver, a ETIOPATOGENIA É SEMPRE A MESMA, mais facilmente visível nos encurtamentos, mas também nos alongamentos ineficientes.

Porém:

Sempre em contração pélvico (Todas as estruturas proximais e distalmente nela se inserem, em termos de cadeias musculares) e com o correr do aprimoramento técnico tais parâmetros funcionais foram fixados como referência, tornando menos técnica a explanação, funcionamos como uma estrutura segmentada e concomitantemente globalizada, unida por elásticos maiores ou menores, mas fique claro o núcleo é referencial (Esqueleto-pélvis).

Caso contrário, qualquer interpretação é ilusória.

Como não termos forças de cizalhamento sobre a coluna, e consequentemente lesões de toda ordem, se o seu sustentáculo (pélvis) estiver rígido e mal posicionado em ante ou retroversão, ou basculação da pélvis em látero-rotacional?

Como não termos artroses coxo-femurais, joelhos, tornozelos (menos) na mesma situação de rigidez pélvica e desalinhamentos (Escolioses, dismetrias, sequelas de enfermidades sistêmicas)?

Como não entender que a anteversão pélvica, rígida afeta a integridade da cabeça femural em seu segmento antero-superior, e também latero-posterior?

Isto é mecânico, pura e simplesmente!

Como se livrar de sobrecargas de joelhos (Dismetrias, varo ou valgo), se não há maleabilidade de suas fixações esqueléticas (pélvis)?

Por tudo isto, a semiologia é tão contestada, mas, tão simplista quando entendida, baseada na globalidade e no centro corporal pélvico, com o entendimento do conjunto (cadeias musculares e outros quesitos), e não em nossos segmentos.

Mas fique claro:

Só se interpreta com a clínica diária. (Os acertos e os erros).

E afirmo, erramos muito antes de acharmos estar acertando. A aceitação de novos paradigmas, transformadores de tudo o que vivenciamos, é extremamente difícil de aceitação. Sabemos disso, mas, os resultados obtidos são enormemente satisfatórios e prevalentes aos paradigmas atuais, e porque não dizer, pretensiosos ao extremo.

Se os paradigmas ortopédicos mudaram, ao nosso entendimento, a terapêutica seguiu na mesma direção.

Ressalve-se:

Os tratamentos cirúrgicos do já lesionado, em processo degenerativo, ou de corpos desalinhados, seguem as normas ortopédicas mais recentes, porem a etio-patogenia destas afecções nunca foram tratadas. Chegam-nos as já sequelares. São consequenciais. Siga-se a conduta determinada cirurgicamente em protocolos. Mas evitam-se cirurgias, sabendo-se porém, que enorme fatia destas, seriam evitadas com diagnóstico apurado globalista e preventivo de equilíbrio sagital desde a tenra idade.

A reabilitação buscou os mesmos paradigmas:

A – alinhamento esquelético (até aonde viável ou cirúrgico);
B – sinergia e simetria corporal;
C – flexibilização da pélvis com consequente neutralização, mantendo-se ou buscando mobilidade equilibrada em ante ou retroversão;
D – nunca estabilizá-la (O usual atualmente).

TAL RESULTADO SÓ É VIÁVEL ALCANÇA-LO:

A – Com centro fixo de referencia (Pélvis);
B – Com ganhos de amplitude esqueléticos articulares e partes moles, com alongamentos que viabilizam estes objetivos, ou seja + de 30” (Micro rupturas-3º fase de alongamento), que promovam verdadeiras “desinserções” de todos grupos musculares proximais e distais à pélvis. Os demais segmentos acompanham estes alongamentos.

A verificação clínica semiológica é simples:

Ao contrairmos coxa e glúteos, veremos o evoluir desta mobilidade, com o ganho concomitante de:

Mobilidade de ante e retro versão da pélvis (Ver em perfil)

Extensão de punhos (cadeias anteriores predominantemente)

Ângulo coxo femural (cadeias posteriores predominantemente)

Flexão de tornozelos (Cadeias posteriores predominantemente)

Sempre em Contração Pélvica

Metodologicamente:

A – TODOS OS ALONGAMENTOS SÃO REALIZADOS COM CONTRAÇÃO PÉLVICA.
B – ORTOSTASE (PREFERENCIAIS) DECÚBITO DORSAL, VENTRAL OU LATERAIS, SENTADO.

Antecipando á desconstrução:

Todos os alongamentos foram criados de forma a seguirmos normas:

A – Estabilização sistêmica ou metabólica.
B – Compensação das dismetras (A partir de 7mm.)
C – Simetricidade corporal.
D -Sinergismo de atuação de cadeias.
E – Alongamento até 30” (repetição 4Xs).
F – Alinhamento esquelético globalista, nunca setorial.
G – Os desalinhamentos setoriais, são trabalhados previamente, incluso analgesia, e adentramento no alinhamento global corporal quase imediato.

NUNCA INICIAMOS FORTALECIMENTO (ISOMÉTRICO) ANTES DO FINAL DA DESCONSTRUÇÃO

Fique claro:

NÃO HÁ CORREÇÃO “DITA” POSTURAL (COLUNA), SEM QUE HAJA LIBERAÇÃO PÉLVICA, COM CONSEGUINTE NEUTRALIDADE E FLEXIBILIDADE DA MESMA. É INVIÁVEL TECNICAMENTE, E FIXA-SE O INADEQUADO.

Em nossos estudos:

90% da população apresenta imperfeições corporais (sequelares de afecções sistêmicas ou metabólicas, estruturais, funcionais, ou agregação de uma ou várias delas.

Sempre existem co-morbidades (92%).

A AFECÇÃO MAIS CITADA COMO QUEIXA SÃO AS LOMBALGIAS.

RARAMENTE ISOLADAS. MÚLTIPLAS MORBIDADES.

Fique claro, dentre todos quadros rotulados de lombalgias, as principais afecções são as Sacralgias. (Genéricos) Comumente diagnosticadas como protrusões ou hérnias discais, os quadros clínicos não correspondem a semiologia.

Acrescenta-se a isto, quando acompanhado de imagens (R.M.), entesopatias de pequeno e médio glúteo, bursites trocantéricas, e síndromes de trato ilio-fibial.

Com frequência nestas imagens, localizamos ileítes, isqueítes, pubeítes, reforçando a tese aqui trazida da etiopatogenia das lesões.

A 2ª MORBIDADE ESTATISTICAMENTE RECLAMADA SÃO AS GONALGIAS.

Entesopatias patelares ou quadricipitais e a posteriori, as condropatias patelares nos mais variados graus, e sem correlação concomitante a faixa etária (atividades físicas são fundamentais nesta dissociação).

A estas, seguem-se lesões de manguito rotador: Sub.escapular e bíceps -> entesopáticas. Lordose rígida -> cifose reativa -> encurtamento de cadeias anteriores -> solicitação mecânica -> Ruturas por encurtamento de cadeias.

Supra e infra-espinhal -> enteso-miopáticas -> Alongamento ineficiente de cadeias cervico-dorso-braquiais -> Hipotonia por desalinhamento (cifose e RI ombros) -> Déficit de eficiência muscular ou dorso- braquiais -> ruturas.

Meros exemplos de quadros focais, que visualizamos sob novo ângulo de globalidade e mecanicismo, além de diagnóstico abrangente, tornam-se interpretativos e passíveis, não de atenuação, mas de cura definitiva quando esqueleticamente ainda viável.

Aprendi desde cedo, academicamente

NO PLANO ORTOPÉDICO:

NÃO COMPACTUE NUNCA COM A DEFORMIDADE (CIRURGICAMENTE OU NÃO).

E NO PLANO DE REABILITAÇÃO:

NÃO CONSTRUA EM ALICERCES TORTOS.

Como nos habituamos, nas últimas décadas à encarar segmentos, ou pedaços, (sub especialização) tornou-se difícil atentar para qualquer outro paradigma.

A diminuição de procedimentos invasivos, em nossa estatística foi extremamente significativa.

Sabemos o quão pretensioso é esta mudança de referências, conceitos, paradigmas e manejo terapêutico, mas foi a nossa proposta!

Métodos são meros métodos.

Conceitos hão de ser alicerçados, tecnicamente, sem fugirmos de princípios inalienáveis da especialidade.

Foi o que buscamos gradativamente!

Poderíamos apresentar tabulações, gráficos, estatísticas.

Mas, como fazê-lo, sem apresentar conceitos, explanações, que justifiquem tal corrente para nós seguida?

A terapêutica de reabilitação, foi concebida na mesma linha conceitual.

A PÉLVIS COMO REFERÊNCIA CORPORAL, EM CONTRAÇÃO!!

Acompanhada de:

  • Desconstrução corporal.
  • Reconstrução corporal.