SISTEMA EOS – EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, AGREGAÇÃO?

SISTEMA EOS – EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, AGREGAÇÃO?

 

Incidências desenvolvidas em 2005. Dr. Hélio Sardas.

 

Estamos vivenciando uma época mágica!

A medicina foi talvez, uma das áreas mais beneficiadas com os avanços tecnológicos, como não poderia ser, com os olhos voltados ao ser humano, suas doenças, suas mazelas, e na ânsia perturbadora de descobertas, soluções que visam o bem-estar e o prolongamento da vida, como um todo.

Em nossa área, Ortopedia, saímos das trevas há décadas, com o advento de antibióticos e vários outros subsídios da indústria farmacêutica, da bio-engenharia na área cirúrgica principalmente que tornou nossa área de atuação esplendorosa.

O desenvolvimento há 4 décadas da artroscopia diagnóstica, foi um destes “encantos” trazidos, com uma real revolução no meio transformando-se em terapêutica, no seu aperfeiçoamento.

Houve a necessidade imperiosa de treinamentos exaustivos por parte da classe médica, na interpretação e na execução de procedimentos.

Assim como, o advento da ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética no campo da visualização de imagens intracorporais, restritas ao RX fundamentalmente.

Impô-se treinamento exaustivo até os dias de hoje, no incremento sofisticado da sua interpretação e adequado uso destas máquinas e no uso de sua terapêutica, no vivencial médico, que resultam até hoje em discussões científicas, da melhor conduta a se tomar.

A robótica segue o mesmo caminho!

Quem atravessou essa página do tempo, sabe o enorme número dos falsos positivos e falsos negativos, tanto nas imagens, quanto na interpretação cirúrgica, “in loco”, das discrepâncias daquelas e das vivências práticas.

Soluções?

Aprendizado e treinamento!

As resoluções das Sociedades nos levaram à áreas de atuação, coluna, joelho, ombro, mão, quadril e algumas outras.

Simplificou-se o entendimento focal da queixa com aperfeiçoamentos cirúrgicos exuberantes.

Esqueceu-se o “conjunto”!

Em 2005, visualizando ainda este “conjunto”, voltando à tecnologia, (vide cap. Radiologia, da Teoria), passamos à solicitar uma imagem radiológica, ampla, abrangente da coluna vertebral, bacia e membros inferiores, pela importância da visualização do conjunto esquelético. Não havia máquina para isto. Mensurações eram manuais.

Divida-se: Coluna vertebral + Bacia em ortostase e Escanometria dos membros inferiores.

Adicionamos tais imagens, contraindo a pélvis (movimento de marcha). Em antero-posterior e perfil.

É o que faz similarmente o Sistema EOS.

Utilizamos tais exames, isoladamente há 13 anos, ninguém o solicita, se não o que vos fala. Foram 13 longos anos de interpretação e resolução terapêutica, criada no decorrer do período, com nossa interpretação, avaliação clínica e criação de resolução terapêutica, senão: De quê serviriam?

A resposta é simples: NADA!!

Evidente não sermos donos de todas interpretações. Más é o que temos!

Mas, como dito no início, a tecnologia se impõe.

Fomos agraciados em 2017, por uma máquina desenvolvida no exterior, Sistema EOS. Pouca irradiação, 3D, abrangência de todo esqueleto sinergicamente!

Era tudo o que buscávamos?

Parcialmente sim!

Praticamente não! Por ora!

Aqui não cabem críticas dirigidas, mas…!!!

Os criadores da máquina atuam no desenvolvimento da interpretação de resultados? São físicos, não médicos!

Os interpretadores (radiologistas) interpretam e modificam o procedimento terapêutico, na vigência do conceito global, corporal, com as interpretações conceituais por nós idealizado? Nem seriam obrigados. Mas, não tratam pacientes!

E, sem isso não há qualquer conclusão agregada.

O que vai ser transmitido à classe médica de forma explanativa de conceitos e terapêutica? A mesmice sofisticada em 3D, visto que estes conceitos, nesta visão, ficaram restritos à nossa teoria, amplamente divulgada em moldes técnicos! Não há outras!

A incorporação de contração pélvica à estas sofisticadas imagens, é impositiva (movimento).

A interpretação adequada requer muito treinamento! Mesmo sem a contração pélvica!

Quem dará este treinamento?

Quem lauda imagens enxerga o que o “tratador” deveria enxergar?

Inviável!

E aqui, de volta à tecnologia.

O conhecimento médico deve ser divulgado corretamente, e de forma a fornecer bem estar e saúde, de forma resolutiva, não só vender imagens e laudos.

Sistema EOS?

OK.

Mas que se mostrem suas reais utilizações e interpretações, que seriam muitas, se devidamente utilizadas na efetiva terapêutica de pacientes!

Isto exige muito treinamento!

Mensurações, sofisticação de imagens, sem interpretações, se tornam obras de arte penduradas em paredes frias e ocultas, de cabeça para baixo!