TEORIA MECANO-FUNCIONAL GLOBALISTA

TEORIA MECANO-FUNCIONAL GLOBALISTA

E SUA APLICAÇÃO NO:

TRATAMENTO CONSERVADOR DAS AFECÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

PROGRAMA DE ORTOPEDIA E REABILITAÇÃO FUNCIONAL

REORGANIZAÇÃO MECÂNICA CORPORAL GLOBAL

FIRMADO EM CONCEITOS GLOBALISTAS CORPORAIS DE CADEIAS MUSCULARES, MODIFICADOS PELO AUTOR COM A PREMISSA IMPOSITIVA DE UTILIZAÇÃO DA PÉLVIS COMO REFERÊNCIA CORPORAL, ASSIM COMO DA IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL DA BIOMORFOLOGIA GENÉTICA, ACOPLADA ÀS MODIFICAÇÕES CORPORAIS, QUER POR FATORES SISTÊMICOS QUE SE TORNEM SEQUELARES FUNCIONAIS, OU POR MODIFICAÇÕES IMPOSTAS PELA SENESCÊNCIA E POR TODAS E QUAISQUER ATIVIDADES, HABITUAIS, LABORATIVAS, ESPORTIVAS, QUE NOS LEVEM À PERDA DE ALINHAMENTO E EQUILÍBRIO ESQUELÉTICO SAGITAL, COM INVARIÁVEL INCREMENTO DA INCLINAÇÃO PÉLVICA EM ANTE OU RETROVERSÃO, ASSIM COMO SUA FIXAÇÃO EM ANGULAÇÕES NÃO ANATÔMICAS, CARACTERIZANDO UM LEQUE DE FATORES, ÉTIO-PATOGENICAMENTE RESPONSÁVEIS PELA QUASE TOTALIDADE DAS AFECÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS QUE NÃO AS TRAUMÁTICAS DIRETAS OU TUMORAIS.

Teorias são premissas advindas de conhecimento prévio, acopladas à questionamentos pessoais ou de grupo, que nos levam a novas formulações e novos paradigmas, quando confirmadas.

Devo ressaltar: não pensávamos em propor novas teorias Ortopédicas e muito menos Reabilitadoras.

A evolução do tratamento conservador das afecções músculo-esqueléticas, baseou-se nas ultimas décadas em pilares ao nosso ver, mirando somente tratamentos sintomáticos.

Nada foi acrescentado.

A criação de busca etio-patogênica, resume-se hoje, à buscas de tratamento cirúrgico, cada vez mais aprimorado, ou à novos medicamentos e métodos de reabilitação.

A multiplicação de rótulos diagnósticos avolumou-se, porém, o que resta são meros rótulos.

Isolados, segmentados sub-especializados.

Os estudos genéticos, amplos, restringem-se ao micro estudo, não ao macro, que concerne à áreas de biomecânica e fisiologia do movimento, que embora atuantes, mantem-se com paradigmas estanques.

Tais complexos estudos estão ligados de forma acadêmica a segmentos, segundo os padrões definidos pelos Núcleos científicos, com metodologias, estatísticas firmadas e firmemente defendidas.

Porém, ao nosso ver, sem desviar-se de padrões pré-estabelecidos por décadas, que corretamente deveria se esperar e seguir.

A rigidez da pesquisa científica assim o determina de forma correta.

Creio que a vivência clínica muda estes padrões de pesquisas em toda sua amplidão estatística, não utilizada por nós, pela enorme variedade de afecções isoladas ou de comorbidade, que invalida muitas destas pesquisas.

Resumindo: todo e qualquer protocolo em todas as áreas citadas, Ortopédica – Reabilitação – Biomecânica – Fisiologia do Movimento e outras, utilizam a coluna vertebral como referência corporal, e desenvolveram conceitos, avaliações, metodologias e tratamentos, baseados neste quesito, sem nunca aventarem a controvérsia.

O desenvolvimento de nossa Teoria, empiricamente, e posteriormente com seu desenvolvimento conceitual e prático, nos levou, à um contraditório não intencional, mas vivencial.
Portanto, nossa TEORIA MECANO-FUNCIONAL chegou em um plano intermediário de pesquisa, à única estrutura viável corporalmente, de ser centro estabilizado e irradiador de transmissão mecânica aos demais segmentos:

A PÉLVIS.

De forma Sintética:

Esta proposição leva à radicais mudanças em todos paradigmas atuais:

• ORTOPÉDICOS

• BIOMECÂNICOS

• FISIOLÓGICOS

• REABILITAÇÃO

• EM TODAS AS ÁREAS.

Na avaliação, no diagnóstico, na interpretação, na etio-patogenia e finalmente no tratamento de todas as afecções músculo-esqueléticas, que não as traumáticas e tumorais.

E nessas áreas, o principio básico da Ortopedia, ou seja, RECOMPOSIÇÃO DE ALINHAMENTO ESQUELÉTICO E DAS ESTRUTURAS QUE O CERCA, PRINCÍPIO ESTE, BÁSICO QUE DEVERÁ SEMPRE SER RESPEITADO.

O centro deste conceito corporal, em nossa Teoria, é a Pélvis em posicionamento:

NEUTRO ANATÔMICO e

FLEXIBILIZADA, como não permissiva de irradiação mecânica proximal e distal corporalmente.

Portanto, o que trazemos é uma pequena síntese de desenvolvimento conceitual que nos levou ao final desta proposição:

  1. O SUB-DIAGNÓSTICO ORTOPÉDICO, focalizado em segmentos, advindos das diversas áreas de atuação (SUB-ESPECIALIDADES).
  2. A INEFICÁCIA DE TRATAMENTOS CONSERVADORES, tais como medicamentos, imobilizações, fisioterapia convencional, visando à remissão aguda, deixando-se de lado a busca etio-patogenica.
  3. O surgimento de técnicas e métodos trazidos pela Fisioterapia, tais como RPG (Reeducação, Postural Global – Philippe Souchard), que pelo menos à nós, trouxe de volta a visão Globalista do paciente, ao nosso ver brilhante, porém, a posteriore, discordante de nossos conceitos.
  4. O desconhecimento, por falta de interesse da classe Ortopédica, dos fundamentos daquelas metodologias e métodos.
  5. A NÃO ACEITAÇÃO DE NOSSA PARTE DE CONDUÇÃO DE TRATAMENTOS PELOS REABILITADORES, levando-nos à obrigatoriedade de entendê-los, os métodos, aceitando-os ou não.

E a pergunta primária:

Aonde e quando a formulação não totalmente embasada tecnicamente na área Ortopédica, se uniria à formulação metodológica, ao nosso ver empírica, e na aplicação de tratamentos conservadores fundamentados?

Nunca houve na oportunidade a junção destes objetivos por falta de interesse bilateral, Ortopedia – Reabilitação.

  1. Os métodos baseados na referência da Coluna Vertebral, ao nosso ver, se tornaram inadequados e incompletos, no aspecto terapêutico.
  2. A visão clinica dos pacientes em Ortostase, não coincidiam com as imagens estanques radiológicas (pacientes em decúbitos).
  3. A inclinação pélvica ante ou retrovertida, nos chamou atenção:

Na Biotipologia e no Tipo de lesão.

Ex: Lombo-sacralgias + condropatias patelares
Dorso-lombalgias + gonalgias supra-patelares

Lesões entesopáticas em alguns segmentos
Lesões entesomiopáticas ou miopáticas em outros

Prevalentes de cadeias musculares anteriores (AM)
Prevalentes de cadeias musculares posteriores (PM)

 

COM REFERÊNCIA DE ALINHAMENTO ESQUELÉTICO

Foi quando nos ativemos à pélvis como referência, sua inclinação, sua mobilidade lateral e antero-posterior, fator primordial de solicitação mecânica de todos os segmentos proximais e distais, incluso a coluna vertebral.

Passamos a pedir exames radiológicos abrangendo Coluna Vertebral e Pélvis em ortostase, simulando nossa marcha, com contração HEMI e CONTRALATERAL da pélvis.

  1. A necessidade de entendermos o sistema músculo-esquelético novamente como um todo, com literatura que não era nosso habitual, e sim FISIÁTRICA E FISIOTERÁPICA.

Academicamente, nos foram trazidas duas enormes contribuições conceituais:

Godelieve Denys Struff, com sua obra ‘’CADEIAS MUSCULARES’’. Trabalho acadêmico conceitual na sua quase totalidade.

 Philippe Souchard, com a  Reeducação Postural Global (RPG), no plano prático, com sua metodologia, independentemente de nossa aceitação parcial e a utilização da coluna vertebral como referência corporal.

Isso posto:

Verificamos vivencialmente que PACIENTES SEMELHANTES (Morfologicamente), apresentavam LESÕES SEGMENTARES OU NÃO, SEMELHANTES!!

(Por que tendinites insercionais e outras tendino-musculares?) Ex: ante-braço.

NÃO HÁ, UNIVERSALMENTE, TRABALHO CIENTÍFICO QUE TENHA SE GUIADO POR BIOTIPOLOGIA COMO CAUSADOR DE LESÕES OU AFECÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS.

Usando-se como referências radicais:

ASIÁTICOS (AM) PREVALÊNCIA DE CADEIAS MUSCULARES ANTERIORES AO NÍVEL PÉLVICO. (RETROVERSÃO PÉLVICA).
AFRO-DESCENDENTES (PM) PREVALÊNCIA DE CADEIAS MUSCULARES POSTERIORES AO NÍVEL PÉLVICO. (ANTEVERSÃO PÉLVICA)

A partir destes quesitos, de forma pratica ortopédica, com subsídios à nos trazidos pelos autores citados acima assim como outros, como Ortopedista, excluímos o que não era aceito tecnicamente, e gradativamente formulamos questionamentos à serem respondidos aliados à pratica da Patologia ampla Ortopédica. Sem nos atermos à queixa principal e à segmentos corporais.

Agregação protocolar da busca de afecções clínicas com suas consequências no sistema músculo-esquelético foram claras imediatas e concomitantes.

Exame dinâmico radiológico criado foi fundamental no entendimento globalista das afecções pela importância da inclinação pélvica em todo segmentos corporais, por sobrecargas mecânicas mal distribuídas, e mudanças de centro gravitacional.

Os exames de imagem nos mostraram as lesões focais.

A concomitância das duas formas dos exames de imagens nos deram a interpretação etio-patogênica.

Isolados, são meros diagnósticos focais, cirúrgicos ou não.

Concomitantes na sua interpretação tornam estes diagnósticos e condutas totalmente diversas.

Por todos estes distúrbios citados, a rigidez de ‘’CADEIAS MUSCULARES’’, foi-se modificando, olhando-se de forma mais simplista a simetricidade e sinergismo dos hemicorpos.

SAGITAL E MECANICAMENTE.

Deixamos de lado o laboratório, para enxergamos a mecânica do movimento de forma simplista.

Complexa no entendimento e conhecimento médico, Anatômico, Fisiológico, Patológico.

Simplista no aspecto mecânico em si!

A IMPOSIÇÃO É A INTERPRETAÇÃO DA AFECÇÃO!

Quando a relação de uma afecção rotulada e sua queixa, em um segmento qualquer, se intercomunica com a sua visão global e sua correta interpretação etio-patogênica?

A junção deste conjunto de fatores:

• Sequelares
• Biotipológicos genéticos
• Perda de funcionalidade corporal

LEVA A TODO TIPO DE AFECÇÃO MÚSCULO-ESQUELÉTICA COM MESMAS ETIOPATOGENIAS COM DEVIDA INTERPRETAÇÃO DESTA AFINIDADE DE AFECÇÕES!

DESDE QUE PRECOCE, PERMITE:

  1. PREVENÇÃO EM PACIENTES JOVENS E IDADE ADULTA, AINDA NÃO CIRÚRGICA.
  2. A CORREÇÃO VIÁVEL DOS DESALINHAMENTOS ESQUELÉTICOS, ORTOPÉDICA E NA ÁREA REABILITADORAS.
  3. A ESTABILLIZAÇÃO DE AFECÇÕES DEGENERATIVAS (OA) EM TODOS OS SEGMENTOS, POR, CORREÇÃO, ALINHAMENTO, DISTRIBUIÇÃO HOMOGÊNEA DE CARGA MECÂNICA, CORREÇÃO DE CENTRO GRAVITACIONAL, PERMITINDO A NÃO EVOLUÇÃO À PATAMARES OBRIGATORIAMENTE CIRÚRGICOS.

NÃO RECEAMOS DIZER:

A COMPILAÇÃO CONCEITUAL E METODOLÓGICA DE VARIAS ÁREAS MÉDICAS ORTOPÉDICAS, À OUTRAS REABILITADORAS, NOS LEVARAM A CRIAR UMA NOVA TEORIA CONCEITURAL COM INÍCIO, MEIO E FIM, PARTINDO-SE DE UM DIAGNÓSTICO AMPLO E PROTOCOLAR NAS DUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO COM O MESMO CONCEITO, ADVINDO DISTO, METÓDOS DE REABILITAÇÃO QUE FOGEM AOS PARADIGMAS ATUAIS, UNIVERSALMENTE.

Portanto:

  1. Pélvis como referência corporal
  2. Busca da sua neutralidade e flexibilidade
  3. Paradoxalmente, utilização de contração pélvica para Desconstrução (Esquelética e partes moles)(alongamentos simétricos e sinérgicos).
  4. Reconstrução corporal com os mesmos princípios de contração pélvica (isométricos globalistas, simétricos e sinérgicos).
  5. Distribuição homogênea de fibras de contração lenta, com novos COMPRIMENTOS musculares, sobre uma base esquelética realinhada.
  6. Observação biotipológica (não há trabalhos sobre o tema)

Asiáticos não se assemelham à afrodescendentes, evidentemente com gradações intermediárias.

As afecções são radicalmente diversas.

O retorno a biotipologia original é fundamental.

Além de mudanças corporais por diversos fatores, é conveniente ressaltar que:

ATIVIDADES FÍSICAS realizadas de forma desordenada, tem incrementado ou modificado estas características de biotipologia.

O desenvolvimento conceitual segue, após estas colocações, nos itens à seguir

• CONCEITOS GERAIS
• REFERÊNCIA PÉLVICA
• SEMIOLOGIA
• RADIOLOGIA
• DESCONSTRUÇÃO CORPORAL
• RECONSTRUÇÃO CORPORAL


GLOBAL MECHANO-FUNCTIONAL THEORY

AND RESPECTIVE APPLICATION IN:

CONSERVATIVE TREATMENT OF MUSCULOSKELETAL CONDITIONS

ORTHOPEDICS AND FUNCTIONAL REHABILITATION PROGRAM

GLOBAL MECHANICAL BODY REORGANIZATION

BASED ON THE HOLISTIC MUSCLE CHAIN CONCEPTS MODIFIED BY THE AUTHOR (IMPERATIVE USE OF THE PELVIS AS A BODILY REFERENCE) AND ON THE PARAMOUNT SIGNIFICANCE OF GENETIC BIOMORPHOLOGY ASSOCIATED WITH PHYSICAL CHANGES RESULTING FROM SYSTEMIC FACTORS LEADING TO FUNCTIONAL SEQUELAE OR FROM SENESCENCE AND COMMON DAILY LIFE, LABORAL AND ATHLETIC ACTIVITIES CAUSING SAGITTAL SPINAL IMBALANCES INVARIABLY INCREASING ANTE OR RETROFLEXION OF THE PELVIS AND ITS FIXATION IN NON-ANATOMICAL ANGLES ASSOCIATED WITH A WIDE ARRAY OF ETIOPATHOGENIC FACTORS UNDERLYING MOST MUSCULOSKELETAL CONDITIONS, EXCEPT THOSE RESULTING FROM DIRECT TRAUMA OR TUMORS.

Theories are premises derived from previous knowledge and arguments raised by individuals or groups which, if confirmed, lead to novel formulations and paradigms.

To be emphasized: The proposition of new orthopedic and rehabilitation theories was not intended.

Over the last decades, the progression of conservative approaches to musculoskeletal conditions was based on pillars aimed exclusively at symptomatic treatment.

Nothing has been added.

Current etiopathogenic investigation is limited to the search for increasingly sophisticated surgical treatment options or new drugs and rehabilitation methods.

We have seen a multiplication of diagnostic labels, but these are only labels nonetheless.

Isolated, segmented, subspecialized.

Comprehensive genetic studies are micro, not macro studies with regards to movement biomechanics and physiology which, although in use, remain based on impermeable paradigms.

 

Such complex studies are academically linked to segments, according to standards proposed by scientific nuclei and based on well-established and widely accepted statistical methods.

However, we believe, without moving away from longstanding standards, which should be followed as expected.

As the rigidity of scientific research correctly dictates.

We believe clinical experience can change the statistics behind such research standards, by which we do not abide due to the huge variety of isolated conditions or comorbidities invalidating many of these works of research.

In short: Protocols in each of the aforementioned areas Orthopedics – Rehabilitation – Biomechanics – Physiology of Movement and others, take the spine as a reference and develop concepts, assessments, methods and treatments based on these premises, without controversies of any kind.

The development of our theory, empirically at first but then based on concepts and practice, has led us to take an unintended, experience-based contradictory stance.

Therefore, our MECHANO-FUNCTIONAL theory has reached an intermediate research plane, the only structure in the body capable of functioning as a stabilization center and distributor of mechanical transmission to additional body segments:

 

THE PELVIS.

In short:

This proposition implies radical changes in all current paradigms:

• ORTHOPEDIC

• BIOMECHANICAL

• PHYSIOLOGICAL

• REHABILITATION

• IN ALL AREAS.

 

In assessment, diagnosis, interpretation, etiopathogenesis and finally treatment of musculoskeletal conditions, except those caused by trauma or tumors.

In these areas, the basic orthopedic principle, there is, SKELETAL REALIGNMENT AND REALIGNMENT OF SURROUNDING STRUCTURES, MUST ALWAYS BE RESPECTED.

This theory in centered around the concept of:

NEUTRAL ANATOMICAL and

FLEXED POSITION OF THE PELVIS, precluding proximal or distal mechanical irradiation.

Therefore, a synthetic view of the conceptual development behind this final proposition is presented:

  1. ORTHOPEDIC SUBDIAGNOSIS focused on segments in several areas (SUBSPECIALTIES).
  2. INEFFICACY OF CONSERVATIVE TREATMENTS such as medications, immobilizations and conventional physical therapy, aimed at acute remission to the detriment of etiopathogenic investigation.
  3. Development of physical therapy technics and methods such as GPR (Global Postural Reeducation – Philippe Souchard) retrieving (at least to us) a holistic view of patients – apparently brilliant at first, but later contrasting with our concepts.
  4. Lack of understanding (out of lack of interest on the part of orthopedic specialists) of the fundamentals behind such methods.
  5. OUR REFUSAL TO DELEGATE TREATMENT TO REHABILITATION PROFESSIONALS, which made us acquire deeper understanding of the aforementioned methods, whether we accept with them or not.

And the basic question:

Where and when would a formulation not thoroughly based on orthopedics from a technical standpoint be linked to the formulation of a methodology (in our view, empirical) and in application of well-established conservative treatments?

These two objectives could never be connected due to bilateral lack of interest, Orthopedics – Rehabilitation.

  1. We believe methods using the spine as a reference became inappropriate and incomplete from a therapeutic standpoint.
  2. Clinical view of patients in orthostasis did not match static radiological images (recumbent patients).
  3. Pelvic tilt (ante or retroversion) caught our attention:

In biotypology and type of lesion.

Ex: Lower back pain + patellar chondropathies
Dorsolumbar pain + suprapatellar knee pain
Enthesiopathic lesions affecting some segments
Enthesiomyopathic or myopathic lesions affecting

others

       Prevalence of anterior muscle chains (AM)
Prevalence of posterior muscle chains (PM)

WITH SKELETAL ALIGNMENT AS A REFERENCE

That’s when we began to use the pelvis as a reference, pelvic tilt, pelvic lateral and anteroposterior mobility, a primary factor in mechanical engagement of all proximal and distal segments, including the spine.

We began to request radiological examinations including the spine and the pelvis in orthostatic position so as to simulate gait, with HEMI and CONTRALATERAL pelvic contraction.

  1. The need to reinterpret the musculoskeletal system as a whole, based on unfamiliar, PHYSIATRIC AND PHYSIOTHERAPEUTIC literature.

Academia has made two major conceptual contributions:

Godelieve Denys Struff’s work ‘’MUSCLE CHAINS’, a conceptual academic work for the most part.

Philippe Souchard’s Global Postural Reeducation (GPR), a practical method, regardless of our partial acceptance and the use of the spine as a bodily reference.

That said:

We have noticed in practice that morphologically SIMILAR PATIENTS had SIMILAR LESIONS, BE THEY SEGMENTAL OR NOT!!

(Why are some tendonitis insertional and others tendinomuscular?) – e.g., forearm.

THERE IS NO SCIENTIFIC WORK TAKING BIOTYPOLOGY AS A ROOT CAUSE OF MUSCULOSKELETAL LESIONS OR CONDITIONS.

Using race-related references:

          ASIAN PEOPLE (AM) PREVALENCE OF ANTERIOR MUSCLE CHAINS AT THE PELVIC LEVEL. (PELVIC RETROVERSION).
AFRODESCENDANTS (PM) POSTERIOR MUSCLE CHAINS AT THE PELVIC LEVEL. (PELVIC ANTEVERSION).

Based on these practical orthopedic questions and on data derived from the work of aforementioned authors and others, we have excluded what was not technically accepted and, step by step, formulated questions to be answered through the practice of comprehensive orthopedic pathology, without being limited to major complaints and body segments.

The formal association between investigation of clinical conditions and respective musculoskeletal consequences became immediately clear.

The dynamic radiological assessment developed was key for a global understanding of conditions, given the relevance of pelvic tilt for all body segments due to poorly distributed mechanical overloads and changes in the position of the center of gravity.

Focal lesions were revealed via diagnostic imaging.

Combined use of both imaging modalities has permitted etiopathogenic interpretation.

When considered separately, these correspond to mere focal diagnosis, surgical or nonsurgical.

Their combined interpretation leads to totally different diagnosis and treatment approaches.

In the light of the abovementioned conditions, the rigidity of  ‘’MUSCLE CHAINS’’ began to change, with a more simplistic look at hemibody symmetry and synergism

SAGITALLY AND MECHANICALLY.

We have moved away from the lab to analyze movement mechanics in a more simplistic manner.

Complex in medical knowledge and understanding of anatomy, physiology and pathology.

Simplistic in the mechanical aspect per se!

WHAT IS IMPERATIVE IS THE INTERPRETATION OF THE CONDITION!

When is the relationship between a given condition and related complaints involving any segment associated with a holistic view and correct etiopathogenic interpretation?

The combination of this group of factors:

• Sequelae
• Genetic biotypology
• Loss of body functionality

LEADS TO ALL SORTS OF MUSCULOSKELETAL CONDITIONS WITH SIMILAR ETIOPATHOGENESIS, WITH DUE INTERPRETATION OF THIS AFFINITY BETWEEN CONDITIONS!

WHEN ACHIEVED EARLY, PERMITS:

  1. PREVENTION IN YOUNG AND ADULT PATIENTS, WHILE NOT YET SURGICAL.
  2. CORRECTION OF SKELETAL MISALIGNMENTS, IN ORTHOPEDIC AND REHABILITATION AREAS.
  3. STABILIZATION OF DEGENERATIVE CONDITIONS (OA) AFFECTING ALL SEGMENTS VIA CORRECTION, ALIGNMENT, HOMOGENEOUS DISTRIBUTION OF MECHANICAL LOADS, CORRECTION OF THE CENTER OF GRAVITY, PREVENTING PROGRESSION TO A DEFINITIVE SURGICAL CONDITION.

WE DO NOT HESITATE TO SAY:

CONCEPTUAL AND METHODOLOGICAL ASSOCIATION OF SEVERAL ORTHOPEDIC AND REAHBILIATION SPECIALTIES GAVE RISE TO A NOVEL, COMPLETE CONCEPTUAL THEORY BEGGINING WITH A FORMAL COMPREHENSIVE DIAGNOSIS IN BOTH AREAS AND BASED ON THE SAME CONCEPTS. THIS LED TO THE DEVELOPMENT OF REHABILITATION METHODS THAT DIFFER FROM CURRENT GLOBAL PARADIGMS.

Therefore:

  1. The pelvis as a bodily reference
  2. Achievement of pelvic neutrality and flexibility
  3. Paradoxal use of pelvic contraction for desconstruction (skeletal and soft tissues) (symmetrical, synergistic stretching).
  4. Body reconstruction based on the same pelvic contraction principles (holistic isometrics, symmetrical and synergistic).
  5. Homogeneous distribution of slow contraction fibers, with newly acquired muscle LENGTH over a realigned skeletal base.
  6. Biotypological analysis (studies on the topic are lacking).

Asian people differ from Afrodescendants, with evident intermediate gradations.

Pathological conditions differ widely.

Recovery of the original biotype is paramount.

In addition to bodily changes induced by a myriad of factors, it must be emphasized that:

PHYSICAL ACTIVITY undertaken in a disordered manner is a current cause of exacerbation or change in biotypic features.

Final conceptual development is as follows:

• GENERAL CONCEPTS
• PELVIC REFERENCE
• SEMIOLOGY
• RADIOLOGY
• BODY DESCONSTRUCTION
• BODY RECONSTRUCTION