Não Há tratamento Isolado da Coluna vertebral

MUDE SEU OLHAR AO TRATAR LOMBALGIAS!

VEJA PELO LADO MECÂNICO!

AS LOMBALGIAS SÃO AS AFECÇÕES DE MAIS FÁCIL MANEJO E DE MAIS POSITIVOS RESULTADOS TERAPÊUTICOS EM NOSSA VIVÊNCIA PRÁTICA!

 

Não há tratamento isolado da coluna vertebral, conservador ou cirúrgico, sem que se tenha uma visão corporal global, sistêmica e mecânica!

Existem mais de 120 afecções da coluna vertebral e as causas são inúmeras:

  • Congênitas, Infecciosas, Auto-Imunes, Metabólicas, Mecânicas e outras;
  • Lombalgias: Agudas e Crônicas;
  • ‘’Ciático’’, Síndrome do Piriforme, Protrusões, Hérnias de disco, Espondilolisteses (algumas) e tantas outras denominações.

 

Porém, para o correto tratamento, é necessário que diagnostiquemos as causas!

O tratamento cirúrgico tem indicações que não cabem aqui à discussão. Mas, estas são extremamente controversas em muitas situações, quando se fogem a padrões convencionais diagnósticos e terapêuticos. Excluam-se tumores e traumas.

O tratamento conservador, a nosso ver, tornou-se anárquico: métodos, siglas, técnicas nominadas, descompressão e reconstrução. Estes métodos atuam somente sobre a coluna vertebral, tanto ao nível médico como fisioterápico.

Yoga, Acupuntura, Osteopatia, Quiropraxia, entre outros, são tratamentos sintomáticos não corretivos corporais!

A ressonância magnética tornou-se impositiva!

Porém, isoladamente, a nós ortopedistas, define unicamente nossa conduta cirúrgica!

Em 2017, foi lançado no mercado um exame radiológico (sistema EOS) em 3D, com pouca radiação. Esse exame, finalmente, nos dá uma visão total do esqueleto.

Porém, sem interpretação prática terapêutica, o exame por si só não tem utilidade. Nesse sentido, quem interpreta e trata?

Em 2005, na Clínica Sardas, passamos protocolarmente a radiografar coluna + bacia + escanometria de membros inferiores. O grande diferencial do nosso diagnóstico parte de uma simples premissa: Ortostase – com contração e sem contração pélvica (movimento).

A mudança de conceitos Ortopédicos e a prática mostram o caminho terapêutico etio-patogênico (CAUSAS) das principais afecções da coluna vertebral.

O caminho terapêutico é GLOBALISTA MECÂNICO.

A sustentação da coluna vertebral é a bacia, ela é o alicerce!

Ela define o tratamento conservador e muitas vezes o cirúrgico!

Há 3 fatores fundamentais no diagnóstico.

  1. Metabólicos, sistêmicos, viscerais;
  2. Mecano-estruturais (biotipo + incrementação deste). Ex: atividades físicas. Principal fator: dismetrias, escolioses, varo, valgo de joelhos e tornozelos;
  3. Mecano-funcional: rigidez espino-pélvica, em ante ou retroversão.

Isto não é negociável, é função MÉDICA!

Na reabilitação busca-se equilíbrio Antero-Posterior, Sagital com mobilização espino-pélvica (vide site).

Levando-se a pélvis à horizontalização móvel (nunca à estabilização).

E AQUI VAI O CONTRADITÓRIO e POLÊMICO:

Qualquer metodologia fisioterápica ou de treinamento corporal, (vide publicação anterior) que estabilize ou enrijeça o conjunto espino-pélvico, abdominais, coluna lombar, glúteos, estará no caminho inverso do que é impositivo a nosso ver!

CONJUNTO ESPINO PÉLVICO:

APÓS ANOS DE PRÁTICA CONSTATAMOS QUE A SOLUÇÃO PARA O TRATAMENTO DAS LOMBALGIAS PASSAVA POR UMA PÉLVIS HORIZONTALIZADA E FLEXIBILIZADA.

A BACIA SUSTENTA A COLUNA, NÃO O INVERSO!

Assim Core (reconstrutivo), Pilates (desconstrutivo e reconstrutivo simultâneo), RPG (flexibilizador e estabilizador da coluna) e outros métodos focais voltados à coluna, sem mirar a base (pélvis) se tornam ineficazes ou danosos. Irradiam mecânica tanto proximal (tronco e coluna) como distalmente (quadris, joelhos e tornozelos).

Portanto, há anos propusemos: DESCONSTRUIR a rigidez espino-pélvica!

Corrigir a ante ou retroversão pélvica e básculas látero-rotacionais.

Nas LORDOSES, DESCOMPRIMIR!

Nos ‘’ HIPO-LORDOSES ‘’ (AM.) FORTALECER, APÓS a mobilização espino-pélvica!

Com tal procedimento fisioterápico (podemos sim dar palpites), todos os componentes osteo-ligamentares, músculo tendíneos e vasculo- nervosos ganham alinhamento e novos “COMPRIMENTOS”, atenuando compressões medulares, radiculares e solicitações tendíneas inadequadas.

Isto é conceito, não trabalho acadêmico!

A PÉLVIS se horizontalizou e se flexibilizou!

Retornamos à Biomorfologia original!

Isto só é viável, havendo um centro corporal de referência (a pélvis, não a coluna vertebral), que fixada (contraída) permite obter todos os alinhamentos esqueléticos e das demais estruturas viáveis, sinérgica e simetricamente.

Atingimos esse resultado ‘’soltando’’ o conjunto espino-pélvico com a pélvis neutra, NUNCA ESTABILIZADA e sim FLEXIBILIZADA!

Existem outros elementos que não podem ser ocultados deste artigo:

Para tratamento das Lombalgias, como complemento da desconstrução, é necessário que haja a RECONSTRUÇÃO global corporal, sinérgica, simétrica, NUNCA SOMENTE NA COLUNA, com isométricos distributivos, respeitando os padrões de amplitudes conquistados na desconstrução.

Tudo é protocolar e funcional.

Isto é: REORGANIZAÇÃO MECÂNICA CORPORAL GLOBAL.

Posteriormente aprimore seu paciente ou ‘’atleta’’!

A atividade física segue o que seu corpo vai lhe permitir, com funcionalidade. Faça a atividade que lhe convier!

REPITO: As Lombalgias não são tabus!

São, com visão mecânica e global, as afecções de mais fácil manejo e de maior exuberância terapêutica que lidamos se fugirmos de ‘’RÓTULOS de DOENÇAS’’.

Após as correções sistêmicas, na reabilitação, tudo é MECÂNICO.

Use a PÉLVIS como REFERÊNCIA, que você facilmente tratará sua COLUNA VERTEBRAL!

Como dissemos: A BACIA SUSTENTA A COLUNA VERTEBRAL.